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SESSÃO EXTRAORDINÁRIA

Câmara do Rio analisa impeachment de Crivella nesta quinta

Os pedidos de impeachment contra Crivella foram desencadeados por um controverso encontro promovido pelo prefeito no Palácio da Cidade

Câmara do Rio analisa impeachment de Crivella nesta quinta
MP-RJ entrou com uma ação contra o prefeito por improbidade administrativa (Foto: Tomaz Silva/ABr)

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro interrompeu o recesso parlamentar, previsto para encerrar no final deste mês, para analisar os pedidos de impeachment protocolados na casa contra o prefeito Marcelo Crivella.

A sessão extraordinária teve início às 14h, desta quinta-feira, 12. A análise é feita a pedido de parlamentares da oposição e da base aliada de Crivella, que planejam derrubar rapidamente os pedidos de impeachment.

Os pedidos de impeachment contra Crivella foram desencadeados por um controverso encontro promovido pelo prefeito no Palácio da Cidade. O encontro contou com a presença de 250 pastores e líderes religiosos que receberam de Crivella a promessa de vantagens como prioridade em filas para cirurgia de catarata em hospitais federais e municipais do Rio, soluções para imbróglios envolvendo cobrança de IPTU a igrejas, além de pontos de ônibus perto de igrejas. A reunião intitulada, “Café da Comunhão” era secreta, mas foi revelada em uma reportagem do jornal Globo.

Complicando ainda mais a situação de Crivella, na noite da última quarta-feira, 11, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) entrou com uma ação contra o prefeito por improbidade administrativa. Segundo noticiou o portal Congresso em Foco, a ação é baseada em um inquérito instaurado em agosto de 2017, pela 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania, que pedia a apuração de desrespeito à liberdade religiosa e ao principio de laicidade nas esferas governamentais.

Segundo o MP-RJ, além do polêmico encontro revelado pelo Globo, há várias outras denúncias de irregularidades contra Crivella. Dentre elas, está o uso de espaços públicos para eventos cristãos, corte de verbas para eventos de religiões de matriz afro-brasileira e realização de eventos da Igreja Universal em escolas públicas.

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