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RIO DE JANEIRO

Câmara do Rio rejeita pedidos de impeachment contra Crivella

Por 29 votos a 16, vereadores decidem que não houve irregularidade durante a reunião do prefeito com líderes religiosos no Palácio da Cidade

Câmara do Rio rejeita pedidos de impeachment contra Crivella
Sessão extraordinária sobre impeachment de Marcelo Crivella (Foto: Câmara Municipal do Rio de Janeiro)

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro rejeitou os pedidos de impeachment do prefeito Marcelo Crivella (PRB-RJ) nesta quinta-feira, 12. Os vereadores decidiram que não houve irregularidade durante a reunião do prefeito com pastores e líderes de igrejas no Palácio da Cidade.

Foram 29 votos contra o impeachment e 16 a favor. Em recesso, 47 dos 51 vereadores compareceram à sessão extraordinária e a maioria simples de votos definiu a questão, conforme orientação da Procuradoria da Câmara. A sessão foi marcada por confusão dentro e fora da Câmara.

O prefeito comentou em sua rede social a vitória. “Eu quero agradecer a Deus, quero agradecer também aos vereadores da base que, com muita firmeza, rejeitaram o pedido que não tinha nenhuma base jurídica, não tinha nenhuma razão”, afirmou Crivella em vídeo.

Fontes:
UOL -Câmara do Rio rejeita pedidos de impeachment de Crivella

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2 Opiniões

  1. Jayme Mello disse:

    NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS

    Hoje, segmentos (diversos) da sociedade, ao ridicularizar “personagens públicos nas mídias sociais” assim agem como se fosse, a última instância da inconteste desaprovação coletiva.

    E, especificamente, os membros daquele segmento social e, aqui me permitam usar uma frase da moda; ‘fica convencido” e, por isso, pensam, acham que estão plenamente vingados.

    Ao mesmo tempo, ignoram e/ou acobertam os (nossos) “terríveis equívocos”, afinal, fomos (todos) nós que votamos nessas “aberrações políticas”.

    Assim, o personagem da semana saiu vitorioso, contra aquelas tratativas de extirpá-lo do cargo, aliás, há que se registrar, que votaram a favor dele, o personagem da semana, algumas outras pessoas “tutti buona gente”, que segundo a grande mídia, os tais, hipoteticamente, representariam a “fina flor” de uns personagens, dos filmes “Tropa de Elite”, que utilizou a polícia como pano de fundo, para retratar de forma inequívoca, as mazelas sistêmicas do aparelho do Estado.

    Por outro lado, deixo por conta da imaginação de vcs, melhor avaliação do tamanho do (outro) desastre político se, por ventura, a “tal oposição” saísse vencedora daquela votação e, somente por hipótese, quem substituiria o tal “personagem da semana”, naturalmente, seria outro “quase anônimo” pra-lamentar, tal e qual, o esse abismo vivente.

    E no prisma, do almoço que pagamos hoje – mentalmente, viajamos aos idos dos anos setenta (1970), época em que alguns arranjos “políticos” foram institucionalizados, como a ativação, redistribuição e/ou a criação de novas agremiações políticas e seus respectivos representantes-mor, assim como o substancial fortalecimento (político) de um outro segmento político religioso.

    Aliás, à época, esse segmento político-religioso, acoplado ao sistema no apagar das luzes, foi infrutiferamente combatido por um importante personagem político, (um coroné-babalorixa) e, também por questões concorrenciais (midiáticas) inclusive, por outras mídias concedidas pelo governo.

    Seguindo a “jargão popular”, não existe almoço grátis, ou seja; tudo na vida tem um preço e, sem alternativas temos que pagá-lo.

    Infelizmente, o grande pesar nesse enredo fúnebre é que, individualmente, não compramos os ingredientes desse maléfico almoço, todavia, coletivamente, permitimos que, eles, comprassem ao bel prazer desses aventureiros de plantão, na medida que “aleatoriamente damos nomes a quem não tem apelidos”.

  2. João Direnna disse:

    A cada episódio de crimes cometidos por prefeitos, governadores e presidente da República, fica claro pra que serve a grande maioria das casas legislativas. Para cometer crimes de corrupção, compadrio, lavagem de dinheiro, torrar dinheiro público e até para “livra-los de todo mal”. Como acaba de fazer a câmara de vereadores do Rio de Janeiro que, mesmo com todas as provas de irregularidades contra o prefeito Marcelo Crivella – acusado e flagrado por favorecer evangélicos oferecendo vantagens nos serviços públicos para os “fiéis” ( é só perguntar pra Márcia) – decidiu, por 29 a 16, votar contra o impeachment do alcaide carioca e pastor da rede Record. É por estas e outras que se diz que é mais fácil um camelo passar por um buraco de agulha do que um político brasileiro entrar no Reino dos Céus.

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