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EDUCAÇÃO

Campanha por hino nas escolas roubou algo no exterior, e não foram ‘coisas de hotéis’

Não há registro de que plágio de pintura mexicana tenha partido do MEC, mas o Ministério ainda não se pronunciou para desmentir a acusação

Campanha por hino nas escolas roubou algo no exterior, e não foram ‘coisas de hotéis’
Pintura é de autoria do artista mexicano Jesus de La Helguera (Foto: Montagem/Opinião e Notícia)

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O Ministério da Educação da Pátria Amada, Brasil, foi acusado na última sexta-feira, 8, pelo jornal El Heraldo, do México, de roubar a ideia da pintura “La Patria”, de um pintor mexicano, Jesus de La Helguera (não confundir com o Jesus da Goiabeira, o da visão da ministra Damares Alves), para defender a ideia da execução obrigatória do hino nacional brasileiro nas escolas do Oiapoque ao Chuí.

A obra em questão, “La Patria”, que remete à Revolução Mexicana, foi pintada por Jesus de La Helguera em 1942. Em 2019 do Nosso Senhor, no Brasil, alguém fez download da imagem do quadro, trocou a bandeira mexicana pela bandeira brasileira, aumentou o brilho no Photoshop e voilá: “Movimento do povo brasileiro: se achar ruim, eu vou junto e canto também”.

Não há registro concreto, porém, de que a divulgação da imagem manipulada tenha partido do MEC. O El Heraldo informa que quem chamou atenção para o plágio foi uma brasileira, no Twitter. O tweet, porém, diz que a imagem vem sendo repercutida na internet pela “galera do ‘Hino Sim’”, numa alusão às campanhas de apoio nas redes sociais – umas mais, outras menos espontâneas – não apenas para que as crianças cantem, sim, o hino nacional nas escolas, perfiladas, mas que sejam filmadas também, conforme chegou a conclamar o MEC, recuando em seguida, após imensa polêmica.

O suposto “roubo”, plágio, de uma imagem nacional mexicana pelo MEC ganhou amplitude ainda maior nas redes sociais, no último fim de semana, porque, em fevereiro, o chefe do Ministério da Educação brasileiro, o colombiano Ricardo Vélez Rodríguez, afirmou numa entrevista que, quando viaja, o brasileiro “rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo”.

‘Nunca mais vou colar’

Sobre a suposta mão leve brasileira, “esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola”, disse Vélez Rodríguez, na ocasião. O Ministério da Educação ainda não se pronunciou sobre a acusação do jornal mexicano El Heraldo, ainda não a desmentiu. Não se sabe, também, se o ministro Vélez Rodrigues convocará seus apoiadores para uma volta às aulas, para algum castigo depois do sinal, tipo escreverem no quadro negro até aprenderem a lição, num hipotético esforço para reverter a ignorância na escola: “Nunca mais vou colar. Nunca mais vou colar. Nunca mais vou colar”.

Tampouco o ministro da Justiça, Sergio Moro, pronunciou-se até hoje sobre um outro episódio não exatamente da “propinocracia”, mas da “plagiocracia” brasileira.

No último 26 de fevereiro, a coluna Painel, da Folha de S.Paulodivulgou a informação de que a juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, usou, para condenar Lula pelo sítio de Atibaia, “o mesmo arquivo de texto” da sentença de Moro que condenou Lula pelo triplex do Guarujá, com Direito – com D maiúsculo – a uma referência, na sentença da juíza Gabriela, ao “apartamento”. No que a coluna da Folha concluiu, sobre o Ctrl+C, Crtl+V em Curitiba: “A juíza não leu o que colou”.

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1 Opinião

  1. Almanakut Brasil disse:

    Petralha, comunista, socialista, esquerdista, terrorista, guerrilheiro, bandido, militante do grel* duro, imprensa vermelha pau-mandada e PEÇONHENTOS afins tem que cantar o Hino de Duran, pendurado de cabeça para baixo.

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