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Caos Brasil S.A. e Ilimitado!

As coisas não andam. Parecem caminhar para trás. Cadê esse Brasil acima de tudo? De tudo o quê?

Caos Brasil S.A. e Ilimitado!
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Nesta quinta-feira, 1, comemora-se o Dia do Trabalho, e imbuído de grande (des)emoção, começo meu grito.

O que podemos comemorar num dia como esses, quando as filas pela procura de uma colocação no mercado de trabalho ficam cada vez mais longas? O que podemos comemorar, se o número de desempregados só aumenta? O que podemos comemorar, se os salários oferecidos às vagas que aparecem são de subsistência? O que podemos comemorar, se o subemprego, os empregos informais só crescem? Comemorar que, segundo o IBGE, a cada quatro trabalhadores falta 1 vaga? Não há o que comemorar. E não há luz no fim do túnel. Talvez, seja necessário se construir o túnel primeiramente para, depois, se projetar a luz.

Estamos longe dessa luz. As coisas não andam. Parecem caminhar para trás. Cadê o tal presidente que usou o slogan “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”?

Cadê esse Brasil acima de tudo? De tudo o quê?

Como podemos ter um Brasil acima de tudo se o MEC anuncia um corte de 30% na verba de TODAS as universidades federais. Como assim? Eles alegam que é um corte “operacional, técnico e isonômico”. Só que eles não traduzem isso. Eu entendo, sem tradução, que, para não estourar o orçamento, eles cortam onde é mais fácil. Imagina se eles iriam cortar na própria carne? E isso entenda-se e leia-se cortar benefícios, regalias e roubos.

Pode-se muito bem fazer o que fazemos no nosso dia a dia. No nosso orçamento. Quando temos que rever gastos, olhamos para os mais significativos e tiramos do que não é importante. Imagina, então, eu limitando as refeições em casa em 1 e meia por dia, enquanto meu plano da NET continua o Top HD Filmes completo. O normal não seria eu ficar com o básico da NET ou até suspender o serviço em troca de 3 refeições diárias?

O governo não pensa assim. Não age assim. Nunca pensou. Nunca agiu. E não pensará assim.

Para eles, é mais fácil sair cortando verbas essenciais em vez de diminuir gastos desnecessários. Mas fazer o que se eles são assim? Fala pro deputado que, se ele tiver residência na cidade, acabou a verba de aluguel. Fala pro deputado que a verba paletó acabou. Que o número de assessores irá ser reduzido. E aí o que ele irá fazer para demitir o neto, o sobrinho, o filho da empregada, o amigo de colégio que estão mamando desde sempre. E sabemos que para driblar o tal do nepotismo existe o escambo de trabalho. Eu contrato seu sobrinho e você o meu. Ou vocês acham que isso não aconteceu?

E para ilustrar mais ainda o caos total e ilimitado que nosso país vem enfrentando, ponho em questionamento: que Brasil é esse acima de todos, se quando se fala em álcool e drogas, um assunto às vezes tabu (e que não deveria ser), onde o governo, mais uma vez, para chancelar a sua ineficiência, a sua incapacidade de julgar o que é melhor, resolve, por sua conta e risco, sem sequer promover um debate amplo da questão com todos os órgão até agora envolvidos – e que sempre apresentaram um resultado positivo dentro do caótico quadro que envolve essa questões –, resolve de forma totalmente irresponsável mudar a Política Nacional de Drogas (PNAD) e jogar m*** no ventilador.

A decisão de ir totalmente contra os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), que são sérios e tratam o assunto como deveria ser tratado, é um erro grave.

De cada quatro comunidades terapêuticas do país, uma é financiada pelo governo federal. Em março, o Ministério da Cidadania assinou contratos com 496 delas, para um repasse de R$ 153,7 milhões ao ano, sendo que essas comunidades são ligadas às religiões católicas e evangélicas, e resolveu que elas, com sua política equivocada de tratamento, são as que receberiam verba federal – deixando o problema ser tratado de forma equivocada, como já disse, e com bases religiosas, o que torna a coisa mais grave ainda.

O que me deixa sem dúvidas de que o slogan verdadeiro da campanha é um “Brasil acima de todos, com exceção de nós, que somos verdadeiramente quem está acima de todos”.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão.

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3 Opiniões

  1. André Vinícius Vieites disse:

    Fazemos nossas avaliações baseadas na limitação de poderes, demitir o neto, o sobrinho, o filho da empregada, o amigo de colégio que estão mamando desde sempre…Há grandes defensores das tetas do governo, dessa idéia do toma lá da cá desde 1989, mas a idéia mais proporcional é de que se não houver as respectivas pensantes cooperativas, e os que lutam para conter a corrupção passiva… não se realizam junto com as mudanças necessárias? É mercado variável, mas segue a idéia de que não é para todos. Tem haver citando as normas e regras com a complacente idéia de corrigir problemas morais dos excluídos, nem sempre, tem haver, com a transparência do “Ogum Guerreiro”, isso mesmo, ninguém pode garantir se enganar e enganar a todos o tempo todo – porque não? A sociedade vai exigindo maior transparência e clareza nos gastos com obras e investimentos públicos; promovendo ações para engajar a sociedade em campanhas de conscientização para a redução do absenteísmo, são alguns exemplos simples…Países desenvolvidos e com menor índice de corrupção conforme o índice supracitado da Transparência Internacional, são evidências de que é possível, em conjunto, disseminar uma nova cultura ética e assumindo o compromisso com a correta prestação do serviço público em contrapartida com menos pendurados nas tetas do governo, e com responsabilidade ao uso do dinheiro público. Tem mais significado pelo mercado variável, isso que pauta o mercado financeiro atual, o problema é de que o mercado variável não é para todos, e os planejamentos necessários dependem do mercado fixo, com custos operacionais altos, e o valor da oferta de salários vem caindo vertiginosamente. Me parece carta branca para inflação geral, então esperaremos a nonagesimal, e os índices inflacionários da economia real. Daí, se poderá ver o desgaste do propósito atual, se deu certo ou não. Isso só em agosto de 2019, para saber.

  2. Almanakut Brasil disse:

    Não temos nem seis meses de governo, depois do país ter saído de um desastre iniciado mais de três décadas atrás, e que o jornalista sugere?

    Voltar ao tempo da baderna e da Casa da Mãe Joana?

    Os tempos são outros, mas o Brasil precisa é pegar é no tranco forte com intensidade dez vezes maior do que foi no governo do Médici.

    Caso contrário, é melhor o caos com Regime Militar, do que com DITADURA comunista.

    TEM MUITA GENTE QUE PRECISA IR PARA A CADEIA E OUTRO TANTO SER BANIDO DA VIDA PÚBLICA, PARA O PAÍS PEGAR OUTRO RUMO.

    E SE NO MEIO DESSE PACOTE O BOLSONARO MERECER IR JUNTO, QUE VÁ.

  3. carlos alberto martins disse:

    temos muito o que comemorar:os carnavais foram um sucesso enchemos nossos estádios em comemoração aos times vencedores,temos que comemorar o aumento dos pancadões,regados a muita maconha,cocaina e outros narcóticos,vamos comemorar o aumento dos proventos de uma cambada de estelionatários do poder público .o aumento dos roubos a cidadões de bem um aumento consideravel em explodir caixas eletronicos,em aumento da prostituição infantil,na falta de ética e exploração do povo.como estamos vendo temos muito o que comemorar,e,por ultimo podemos comemorar o aumento das lágrimas daqueles que diariamente pedem a DEUS salvar o povo brasileiro de tantas desgraças.

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