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Carlos Lacerda

Em 22 de fevereiro de 1945, o ministro José Américo dá entrevista a Carlos Lacerda, rompendo com a censura da imprensa

Carlos Lacerda
Até hoje, Carlos Lacerda é reconhecido como um dos maiores políticos do Brasil (Reprodução/Internet)

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Carlos Frederico Werneck de Lacerda nasceu no dia 30 de abril de 1914, em Vassouras, no Rio de Janeiro. Lacerda foi jornalista, escritor e um importante político brasileiro.

Inimigo assumido de Getúlio Vargas, Carlos Lacerda ficou conhecido pela polêmica e os discursos inflamados. Por causa de sua aparência e de sua voz forte ganhou o apelido de Corvo de seus adversários político. Lacerda foi o primeiro governador do extinto estado da Guanabara e é reconhecido até hoje como um dos maiores políticos do Brasil.

Ainda estudante, se uniu aos comunistas. Mas no final da década de 30 decidiu romper com o movimento por não considerar o comunismo democrático. A partir de então, Lacerda passou a criticar ferozmente os comunistas no país e se filiou à União Democrática Nacional.

Em 22 de fevereiro de 1945, o ministro da Aviação José Américo dá entrevista a Carlos Lacerda, então no Correio da Manhã, rompendo o silêncio imposto pelo Departamento de Imprensa e Propaganda, o poderoso DIP. A entrevista marca o início do fim da ditadura de Vargas.

As suas críticas se espalharam com mais força ainda depois que o jornalista fundou a Tribuna da Imprensa em 1949. Lacerda usava o seu jornal para fazer oposição ao governo de Getúlio Vargas e atacar o também jornalista Samuel Wainer, que defendia o governo.

Em agosto de 1954, o político sofre um atentado no Rio de Janeiro, do qual saiu morto o Major Rubens Vaz, seu acompanhante. Ainda no hospital, Carlos Lacerda acusou o governo como responsável e em seguida publicou um artigo na Tribuna da Imprensa pedindo a imediata renúncia de Getúlio. Alguns ainda responsabilizam o deputado da UDN pelo suicídio do presidente, ocorrido em 24 de agosto de 1954.

Outro episódio inseriu Lacerda outra vez na história da política brasileira das últimas décadas. Como um dos líderes da UDN, ele não disfarçou seu descontentamento com a posse de Jango e aderiu ao golpe militar de 64. Apesar do apoio, Lacerda não ficou muito tempo do lado do governo de Castelo Branco e chegou a anunciar que iria concorrer à Presidência. Com o fim das eleições diretas, suas pretensões acabaram. Como novo opositor dos militares, Lacerda comandou ao lado de João Goulart e Juscelino Kubitschek a Frente Ampla,  movimento de resistência à ditadura.

No dia 13 de dezembro de 1968, o regime militar aprovou o Ato Institucional número 5 e apertou a repressão no país. No dia 30 do mesmo mês, Carlos Lacerda teve seus direitos políticos cassados por dez anos e, uma semana depois, foi preso.

Como escritor publicou uma série de livros sobre a política brasileira, entre eles O Caminho da liberdade de 1957 e Brasil entre a verdade e a mentira de 1965. Na década de 60, Lacerda fundou a editora Nova Fronteira. Pela empresa, lançou importantes autores nacionais e internacionais.

No dia 21 de maio de 1977, Carlos Larcerda morreu com 63 anos, no Rio de Janeiro.

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3 Opiniões

  1. Mauricio Fernandez disse:

    Um dos maiores calhordas e hipócritas da nossa política é reconhecido como um dos “maiorais”. Não sei para quem nem por que razão. A coisa não é de hoje!

  2. Carlos U Pozzobon disse:

    Lacerda foi uma das mais importantes figuras políticas do século XX. Tanto é verdade que deixou inúmeros inimigos, todos eles na esfera do ESTATISMO. Mas não é verdade certas descrições que se fazem da sua vida política, como diz a reportagem: “Como um dos líderes da UDN, ele não disfarçou seu descontentamento com a posse de Jango e aderiu ao golpe militar de 64”. Ele não aderiu por descontentamento com a posse Jango. Foi o governo de Jango que descontentou a todo mundo, da mesma forma como o governo petista está aumentando o descontentamento. Depois que os governos vão para as calendas, ficam os privilegiados, os que faturaram alto e sempre se lembrarão como um grande governo. E nunca vão se cansar de dar azo ao passado glorioso. Eu diria que o principal papel de Lacerda não foram as obras incomparáveis que realizou enquanto governador do RJ, como a fim do desabastecimento d’água, o aterro do Flamengo e o tunel Rebouças. Foram sobretudo o que mais inimigos gerou: sua aversão a máquina estatal brasileira e a seu funcionalismo parasitário. Essa foi a grande bofetada de Lacerda que até hoje perdura como um maldito na política nacional. Ele era em política o que os artistas são nas suas respectivas artes quando inovadores: simplesmente malditos.

  3. carlos Azambuja disse:

    Lacerda foi o maior político brasileiro em todos os tempos. Hoje faz uma faltta imensa para expulsar os corruptos do Congresso Nacional!

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