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Caso Collor x Gurgel abre guerra no Judiciário

Liminar blinda Gurgel de investigação pelo Conselho Nacional do Ministério Público por prevaricação, acusação feita pelo senador Fernando Collor

Caso Collor x Gurgel abre guerra no Judiciário
Collor versus Gurgel (Fonte: Reprodução/Montagem/Agência Senado/Folhapress)

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Causa crise a decisão da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, com liminar a favor do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. A liminar blinda Gurgel de investigação pelo Conselho Nacional do Ministério Público por prevaricação, acusação feita pelo senador Fernando Collor (PTB-AL) sobre suspeita de ter ‘segurado’ o inquérito da operação Monte Carlo. ‘Abre um precedente ruim. O STF tem mostrado que quer desmoralizar os Conselhos’, desabafa o conselheiro Almino Afonso, relator do caso.

Histórico

O senador protocolou seis representações contra Gurgel no Senado e no MP da União – três delas no CNMP. A liminar blindou duas.

Jurisprudência

Na decisão, a ministra lembrou que, assim como o CNJ não tem poder de investigar ministros das cortes, o CNMP não pode investigar o procurador-geral da República.

Perigo

Para o conselheiro-relator, o CNMP perde o sentido. ‘O Conselho consome R$ 200 milhões por ano para fazer de conta que pune alguém. Gera sentimento de impunidade’.

Suspense petista

Até ontem à noite o candidato a prefeito de Osasco (SP), João Paulo Cunha, do PT, estava disposto a renunciar à disputa em prol do vice, Jorge Palas. Ele já avisou à cúpula do partido e apontou um outro nome, mas o prefeito Elmídio, o padrinho, ratificou Palas. Cunha foi condenado em ação penal pelo STF no processo do Mensalão e pode ser preso.

Efeito dominó

Assim como João Paulo, se os réus Valdemar da Costa Neto (PR-SP) e José Genoino (PT-SP) forem condenados na ação penal, eles perdem o mandato de deputado federal também. Está previsto no Artigo 55, Inciso 6º da Constituição.

Rota de colisão

Para concretizar as multas aplicadas, a Agência Nacional de Transportes Terrestres começou a encaminhar os devedores ao SERASA. Os maiores, empresas de ônibus interestaduais, pertencem a políticos influentes.

Iron man

Suspeito de superfaturar obras do Dnit no Rodoanel paulista, Paulo Preto diz que não teve conversa de bêbado com Pagot, ex-Dnit. ‘Eu não bebo vinho, sou um Iron Man’.

Candidato

Foi ideia do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos a pausa no julgamento do Mensalão ontem, no STF, para homenagem do voto-despedida de Cezar Peluso.

Os abandonados

O Senado faz hoje audiência com presidentes das companhias aéreas sobre a malha no país. É oportunidade para explicarem por que os voos para o Norte são planejados somente após a definição da operação no Aeroporto de Congonhas.

Bolão

A vereadora Maria Goretti (PSDB), ao ler nota da coluna sobre os estádios de SP, BH, DF e Salvador escolhidos para eliminatórias de futebol das Olimpíadas 2016, decidiu enviar carta às autoridades e pedir inclusão de Curitiba.

Paz na terra

Produtores de soja prometem parar de brigar com Monsanto, Basf, Syngenta, Embrapa etc. A recém criada Associação dos Produtores de Sementes de Soja quer fortalecer setor nas negociações sobre cobrança de royalties de sementes transgênicas.

Piada na CPI

O senador Simon (RS) reclamou da ausência de nomes ilustres do PMDB no depoimento de Pagot. O deputado Luiz Pitiman, do partido, se apresentou revoltado, disse estar ali desde 8h, sem almoço. ‘E eu estou aqui há 40 anos’, rebateu o senador.

Cachimbo

Pitiman virou cachimbo CPI: ‘O senhor quer que eu fale mais o quê? Meu casamento acabou, meus filhos não gostam de mim!’, retrucou para ele um depoente ontem.

Zumbilândia

O deputado Negromonte (PP-BA) informa que, além dele, a maioria da bancada não participa do café semanal na liderança. Lembra que saiu por conta própria do Ministério das Cidades para preservar-se e à presidente Dilma.

Ponto Final

‘Se eu tivesse dinheiro no bolso eu vinha era com dois habeas corpus (depor)’
Gilmar Carvalho Moraes, o depoente pobre na CPI do Cachoeira.

Com Marcos Seabra e Vinícius Tavares

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6 Opiniões

  1. helo disse:

    Collor estava fazendo o papel muito feio, de tropa de choque, enfim brecado. Marcio Thomaz Bastos mais uma vez não percebe a sua real dimensão. Pensou que deveria ser o criminalista a fazer o elogio a Cesar Peluso. Constrangedora a sua atitude mais uma vez.
    Muitos ministros deveriam seguir a decisão de Negromonte para preservar a presidente e sobretudo o país.

  2. João Cirino Gomes disse:

    Color acabou acabou saindo por impeachment!

    Mas havia cometido menos crimes que estes políticos envolvidos no mensalão, a diferença é que os políticos atuais fizeram alianças, e fazem acordões, para se manterem impunes!

    Veja se Lula que esta envolvido em vários tipos de crimes, sofreu imptimam, foi punido ou ao menos citado! Ai esta Lula se enriqueceu ilicitamente, acobertou bandidos, negociou sentenças com juizes que hoje são ministros, doou nossos impostos, investiu em CUBA; e onde esta a justiça?

    A questão é que Lula distribuiu propinas e fechou os olhos para as patifarias da quadrilha que rouba desvia e superfatura!

    Alguém acha que é de graça que Lula apoiou Dilma para ela ser eleita?

    Ledo engano; Lula esperava eleger Dilma para que ela acobertasse suas patifarias, que mais cedo ou mais tarde virão a tona!

    A questão é que se boa parte dos políticos brasileiros estão envolvidos em maracutaias; como o imundo poderá criticar e denunciar o sujo?

    As raposas velhas estão usando os laranjas para ganhar votos e ele permanecerem no poder!

    Já que o voto não pertence ao candidato, mas sim ao partido, o eleitor pode votar em A, ou B e seu voto pode eleger C!
    Ou seja desta maneira a banda podre usam os novatos e se mantem no poder”!

    Por isso meu voto é Nulo!
    Digitarei 0000 e confirmarei!

    E enquanto não tiver fim a lei de imunidade e o foru privilegiado estarei incentivando o voto nulo, e divulgando estas injustiças e patifarias que são antidemocráticas!

    http://www.peticaopublica.com.br/?pi=Janciron

    Quem estiver de acordo assine e ajude a divulgar!

  3. Rene Luiz Hirschmann disse:

    Todos os fatos descritos mostram um Brasil doente, o crime organizado é vivo no congresso, o povo esta assustado com tanta impunidade e mortes, até juizes, procuradores e delegados são mortos, só em um mes já mataram 2 delegados em São Paulo, Coronel da brigada não é morto porque não atua e se aposenta com R$ 250.000 líquido, sai do país, observem a quantidade de vereadores que representam lobys criminosos, é assustador, falta presídios e juizes vivem com medo de julgar criinosos importantes pois a impunidade campeia.

  4. Júlio Cardoso disse:

    Collor não tem moral para censurar ou pretende processar ninguém. Deveria estar banido da política nacional. Mas como o eleitor brasileiro tem memória curta e não se preocupa pela preservação dos valores éticos e morais, contina a votar nessas fístulas ambulantes que habitam o Congresso Nacional.

  5. Helio Rosa disse:

    Oi, Oi, Oi. – Afinal quem inventou o mensalão. Foi o PSDB quando comprou o mandato por mais 5 anos. Ou foi o Dirceu quando chefiou a Casa Civil do Lula, a mando do PT

  6. Marcos Rodrigo Minharo disse:

    O povo lembra quem é quem, de certa forma. Mas, a jogada muda, o cidadão recebe apoio de alguém importante, aparece de barba feita, cabelo cortado, terno novo e sorriso Colgate12 para pessoas carentes de ouvir algo bom sobre mudanças futuras…

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