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Justiça

Cerveró e Fernando Baiano são condenados na Operação Lava Jato

Presos em Curitiba, eles negociam acordo de delação premiada

Cerveró e Fernando Baiano são condenados na Operação Lava Jato
Nestor Cerveró é acusado de receber US$ 40 milhões de dólares em propina (Foto: Wikipédia)

A Justiça condenou nesta segunda-feira, 17, o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró a 12 anos de prisão, e o lobista Fernando Baiano, a 16 anos. Ambos são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. As sentenças foram dadas pelo juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato.

Cerveró e Baiano estão presos em Curitiba e negociam delação premiada. De acordo com a lei 12850/13, caso haja delação depois de a sentença ter sido estabelecida, a pena pode ser reduzida pela metade ou o condenado pode obter progressão de regime sem apresentar requisitos objetivos. “A prolação da presente sentença condenatória não impede essas negociações e a concessão de eventuais benefícios legais aos condenados caso de fato se ultime algum acordo de colaboração”, disse o juiz. Tanto Cerveró quanto Baiano podem recorrer da sentença.

A acusação é de que Cerveró facilitou a contratação de navios-sonda da Samsung Heavy Industries por US$ 586 milhões, sem que eles passassem pelos testes necessários e recebeu US$ 15 milhões em propina, mediada por Fernando Baiano. Cerveró também teria recebido mais US$ 25 milhões para que o acordo fosse fechado, no valor de US$ 616 milhões.

O juiz Sergio Moro determinou também o confisco criminal de bens de Cerveró e Baiano até que ambos consigam pagar o valor de R$ 54,5 milhões, quantia que equivale à indenização que deve ser depositada em favor da Petrobras.

Além de Cerveró e Baiano, foi condenado também o lobista Julio Camargo, a 14 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A sentença, no entanto, foi reduzida para cinco anos em regime aberto, já que o réu é um colaborador da Justiça. A defesa chegou a pedir o perdão judicial, mas o pedido foi rejeitado pelo magistrado. Camargo foi responsável por acusar o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de ter pedido US$ 5 milhões em propina.

Fontes:
VEja - Cerveró é condenado a 12 anos de prisão e Fernando Baiano, a 16

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