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Coluna Esplanada

Chefe da Receita quer barrar reforma tributária

Jorge Rachid fez pressão contra a votação da mudança do ‘teto’ do Simples Nacional previsto para ir a plenário

Chefe da Receita quer barrar reforma tributária
Secretário-Geral da Receita Federal, Jorge Rachid (Fonte: Reprodução/Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Reunido a portas fechadas ontem na Câmara com deputados da Comissão de Finanças e Tributação, o Secretário-Geral da Receita Federal, Jorge Rachid, fez pressão contra a votação da mudança do ‘teto’ do Simples Nacional previsto para ir a plenário. ‘Não é hora de votar isso’ e ‘temos que aprovar o Orçamento de 2016’ foram as frases repetidas. Para a turma, Rachid foi o mensageiro da presidente Dilma e do ministro Levy, da Fazenda, para neutralizar o início da pauta da reforma tributária do presidente da Casa, Eduardo Cunha.

Muda muito

O Simples com ‘teto’ aumentado permite entrada de vários setores na alíquota bem reduzida de pagamento de impostos. É perde de receita imediata para o Tesouro.

Nossa Casa

O ministro das Cidades foi alertado pela presidente Dilma. A ‘menina dos olhos’ dela corre perigo. Dilma está possessa com as invasões de apartamentos do ‘Minha Casa’.

Fogo cruzado

O MST se mobiliza para protestos em capitais. Sem-terra sofreram atentados a balas, sem feridos, em Rio Bonito do Iguaçu (PR) e Amarante (MA) em 24 horas.

Os 100 de Temer

O vice-presidente da República, Michel Temer, anunciou sua saída da Articulação Política. Tudo bem, menos estresse, passou o bastão. Mas antes deixou acertadas pelo menos 100 indicações suas para cargos de 2º e 3º escalões em ministérios e autarquias. Alguns já foram nomeados, e o sucessor, Eliseu Padilha, vai cuidar do restante.

AeroDF

A aprovação na CCJ da Câmara de projeto que cria a Zona Franca do DF tem a ver com com dois aeroportos de cargas na região. O de Anápolis (GO), já pronto mas não homologado, e o que está sempre na gaveta de todos os governos do DF, em Planaltina.

Agenda perdida

A sabatina no Senado de recondução do Procurador Geral, Rodrigo Janot, derrubou a reunião que o senador José Serra (PSDB-SP) teria com os governadores do Rio e Espírito Santo, Pezão e Paulo Hartung, que foram a Brasília apenas para o encontro.

Meu caixa

Pezão e Hartung estão preocupados com o PL 131/15 que tira obrigações da Petrobras na exploração no pré-sal — o que significa menos alguns bilhões de reais em royalties.

Pegou mal

O ministro Joaquim Levy anuncia que vai parcelar o 13º salário dos aposentados. Dois dias depois o Governo revela que vai pagar R$ 500 milhões em emendas de políticos.

Olha quem fala

A Bolívia não admitirá golpe de Estado no Brasil, diz Evo Morales. É aquele presidente que usou seu Exército para se apossar da unidade de gás da Petrobras na Bolívia e pressionou o então presidente Lula a vendê-la a preço de banana.

Janot x drogas

O PGR Janot elucidou ontem na sabatina o seu parecer contra a descriminalização do porte de drogas, com ação em julgamento no STF. Diz que não se trata só de maconha, e também de crack, heroína, cocaína e pílulas sintéticas. É questão de saúde pública.

Direto do Bunker

Há um movimento verbal que toma forma entre presidentes latinos. Em uma semana, Evo, Cristina Kirchner (Argentina) e Nicolás Maduro (Venezuela) soltaram frases contra ‘golpe’ no Brasil. É trabalho da assessoria internacional do Planalto.

#magoei

O deputado petista Weliton Prado anda magoado com o PT. Ele está totalmente rifado no partido, mal é notificado sobre pauta e nem aparece na liderança. Ele votou contra os projetos do ajuste fiscal. Deve mudar de partido em breve.

Registro

‘Eu protocolei em cartório, durante a minha campanha, que não votaria nada contra aposentados ou o trabalhador’, explica o deputado.

Ponto Final

Com exceção dos senadores Collor e Magno Malta, a sabatina de Janot foi um festival de bajulações.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

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