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China apoia autoridades de Hong Kong e declara protestos ilegais

Ativistas pró-democracia seguirão com a ocupação das ruas de um dos centros financeiros mais importantes do mundo

China apoia autoridades de Hong Kong e declara protestos ilegais
Militantes da frente "Occupy Central" não sinalizam qualquer intenção de recuo e ampliaram os bloqueios às principais vias da cidade-Estado (Reprodução/ANTHONY WALLACE/AFP)

A China anunciou nesta terça-feira, 30, total apoio ao governo de Hong Kong ante as manifestações que reclamam à capital da China, as reformas políticas prometidas à ex-colônia britânica.

Leia mais: Protestos pró-democracia em Hong Kong desafiam a China

O chefe de governo a região autônoma, Leung Chun-ying, determinou o fim imediato dos protestos, contrariando os apelos dos manifestantes para que renuncie. No entanto, os participantes da frente “Occupy Central” não sinalizam qualquer intenção de recuo e ampliaram nesta terça-feira os bloqueios às principais vias da cidade-Estado.

“Apoiamos completamente o governo da região autônoma especial de Hong Kong para tratar deste problema. Somos contrários a todas as ações ilegais em Hong Kong”, afirmou a porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying.

Membros do movimento armazenaram suprimentos e ergueram barricadas improvisadas, já que acreditam que a polícia voltará a enfrentar o grupo antes do Dia Nacional Chinês, celebrado em 1º de outubro.

A tropa de choque lançou gás de pimenta e lacrimogêneo contra os manifestantes no último final de semana, mas se retirou na última segunda-feira, 29, para reduzir a tensão, já que a adesão ao protesto aumentou.

Militantes do movimento passaram a noite dormindo ou mantendo vigília – sem serem importunados pela polícia – nas ruas de Hong Kong. Eles exigem um sufrágio universal sem condições e não aceitam a manutenção, para 2017, do controle de Pequim sobre os candidatos para comandar o governo local.

Londres manifestou preocupação com a situação na região, e pediu conversações construtivas. Já Washington pediu moderação ao governo de Hong Kong e anunciou seu apoio a um sufrágio universal pleno no território.

Contudo, Hua Chunying criticou o Reino Unido e os Estados Unidos, pedindo para que  esses países não interfiram, de um modo ou outro, nos assuntos internos da China.

Fontes:
O Globo-China respalda autoridades de Hong Kong e considera protestos ilegais

1 Opinião

  1. Carlos U Pozzobon disse:

    Está deflagrado o conflito. Agora vem a liturgia de praxe: repressão, prisões, mortes, desaparecimentos pelo lado dos governantes e protestos, barricadas e mobilizações gigantescas, seguidas de boicotes por parte da população civil. Independentemente do desenlace a curto prazo, a semente da democracia política está lançada. E nenhuma repressão poderá eliminá-la no longo prazo. Outras grandes cidades manufatureiras poderão seguir Hong Kong e a revolução estará permanentemente em pauta. O regime chinês descobriu que somente o capitalismo poderia tirar a China do atraso secular e promover o enriquecimento do país: agora terá que engolir o desejo de liberdade que lhe sucede.

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