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Cidades brasileiras estão entre as mais engarrafadas do mundo

Três capitais brasileiras estão entre as dez cidades mais congestionadas do mundo

Cidades brasileiras estão entre as mais engarrafadas do mundo
O Rio ocupa a terceira colocação no ranking mundial (Reprodução/Internet)

Estudo saído do forno da empresa Tomtom Live Traffic, que fornece tecnologias para sistema de navegação – aponta que três capitais brasileiras estão entre as dez cidades mais congestionadas do mundo. Acredite, São Paulo está fora do Top 10. O Rio ocupa a terceira colocação, Salvador está em quinto e Recife aparece em sexto lugar. A grande campeã mundial desta disputa que ninguém quer vencer é Istambul – maior cidadã da Turquia e quinta do mundo – enquanto que a Cidade do México vem em segundo lugar.

A capital paulista aparece no modestíssimo 36º lugar. Segundo o levantamento, um cidadão carioca perde 99 horas extras, além do previsto a cada viagem,  a cada ano, de casa para o trabalho e vice-versa. Em outras palavras, pode-se dizer que o habitante da cidade maravilhosa permaneceria – além do tempo normal de viagem – outros quatro dias inteiros devidamente engarrafado no caos urbano. O habitante de Istambul perderia pouco mais que cinco dias. Quem vive em Salvador perde 93 horas enquanto que o paulistano fica na faixa das 77 horas.

A pesquisa da Tomtom jamais ouviu falar da cidade de Porto Walter, no Acre. Trata-se do município brasileiro que não tem nenhum automóvel.

Já a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) tem números mais dramáticos e considera que quem mora na região metropolitana do Rio perde em média 45 dias por ano em engarrafamentos. Esse tempo perdido foi “precificado” em R$ 29 bilhões em prejuízos. “Com esse dinheiro seria possível, por exemplo, dobrar em tamanho as linhas do metrô carioca”, avalia a instituição.

Em São Paulo, a Fundação Getúlio Vargas estima que cada motorista desperdice, em média, R$ 1 mil por ano em combustível – isso só nos congestionamentos. A frota paulistana passou da marca de 5,5 milhões de carros – o que significa uma média de um carro a cada dois de seus 12 milhões de habitantes. Isso, sem contar a marca de um milhão de motos, atingida em 2013. Incluindo nessa conta os caminhões e os ônibus, atingimos o formidável número de 7,6 milhões de veículos.

Pesquisa de há dois anos apontava que o país tinha 45,4 milhões de automóveis.  A cidade brasileira com a maior média de carros por habitante é São Caetano do Sul: são 99 mil para 156 mil habitantes.

Enquanto a indústria automobilística não tem Porto Walter em seu mapa, as fábricas de motos sonham acordadas com o desempenho de Pereiro, no Ceará, onde nasceu o cantor super brega Falcão. Ali, são duas motocicletas para cada cinco dos 16 mil pereirenses.

Que perdoem a comparação: em termos geográficos e automobilísticos, é grande a distância entra Porto Walter e Istambul.

 

2 Opiniões

  1. Renato Fregapani disse:

    Outra causa do caos urbano no trânsito é imperícia dos motoristas. A maioria simplesmente não está preparada para dirigir, apesar de ter CNH.

  2. Roberto Henry Ebelt disse:

    É notável a incapacidade e o mau caratismo dos governantes brasileiros durante os últimos 65 anos. Quando o Brasil (Juscelino – ele está em todas) optou pela indústria automotiva, não houve preocupação em construir cidades para o automóvel como foi o caso de Los Angeles.
    O objetivo era puramente arrecadatório. Arrecadaram trilhões em impostos ligados aos automóveis, não investiram nada em infraestrutura para esses veículos e abandonaram totalmente a opção pelo bom transporte coletivo. Ou seja, optaram pelo PIOR DE DOIS MUNDOS.
    Nem o IPVA serve para melhorar as vergonhosas estradas brasileiras.
    Nunca vi, como na Califórnia, um billboard com os dizeres equivalentes a YOUR HIGHWAY TAXES AT WORK.
    Aqui, o IPVA só serve para pagar o inchado funcionalismo estadual.

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