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LAMA DA SAMARCO

Cientistas acham metais pesados no Rio Doce

Relatório divulgado por cientistas detecta níveis elevados de arsênio, manganês e chumbo. Ainda não há certeza se a lama da Samarco é responsável

Cientistas acham metais pesados no Rio Doce
O grupo realizou análises de amostras em dez áreas ao longo do Rio Doce e dois de seus afluentes (Fonte: Leonardo Merçon/Instituto Últimos Refúgios/Divulgação)

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O Grupo Independente de Análise de Impacto Ambiental (Giaia) informou que foram encontrados níveis elevados de metais pesados em amostras de água do Rio Doce contaminada pela lama da barragem da mineradora Samarco. O grupo divulgou os resultados nesta segunda-feira, 14, em um relatório que analisa os impactos ambientais do desastre em Mariana (MG).

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A análise do Giaia encontrou alumínio dissolvido, ferro dissolvido, arsênio, manganês, selênio, cádmio, chumbo, lítio, níquel e zinco, metais considerados tóxicos em níveis elevados, em diversos pontos atingidos pela lama da barragem. No entanto, a contaminação também foi encontrada em áreas acima dos pontos atingidos pela lama, o que não garante que os altos índices desses componentes tenham sido trazidos pelo vazamento.

Entre os dias 4 e 8 de dezembro, o grupo analisou amostras de dez áreas ao longo do Rio Doce e dois de seus afluentes, o Rio Gualaxo do Norte e o Rio do Carmo, os três principais cursos d’água atingidos pela lama, até o município de Governador Valadares, em Minas Gerais. Os testes foram feitos no laboratório da toxicologista Vivian da Silva Santos, da Universidade de Brasília em Ceilândia, que participa do Giaia.

De acordo com os resultados divulgados, o arsênio e o manganês já estavam com concentrações superiores ao permitido em regiões acima do trecho atingido pela lama no Rio Gualaxo do Norte. O relatório indica que a concentração do arsênio aumentou progressivamente no trecho atingido pela lama até o município de Barra Longa, onde deixava de ser detectado e reaparecia com altos níveis em Governador Valadares. O manganês foi encontrado acima do limite em todas as amostras.

Em uma área do Rio Gualaxo do Norte, na cidade de Paracatu de Baixo, e no ponto de encontro dele com o Rio do Carmo, na cidade de Rio Doce, foram encontrados níveis de chumbo levemente acima do permitido. No restante das amostras, a concentração estava abaixo do limite. O grupo também encontrou altos índices de ferro total e alumínio total, entretanto não há limites estabelecidos para esses componentes químicos.

De acordo com as empresas responsáveis pela barragem rompida da Samarco, a Vale e a BHP, a lama com rejeitos da mineradora não é toxica e não irá alterar a composição química da água atingida.

Fontes:
Estado de S. Paulo-Cientistas acham metais pesados na água com lama do Rio Doce

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1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    Quem tem o controle acionário da Vale? Se acham que foi privatizada, verifiquem de quem é o controle.

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