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VEREADORA ASSASSINADA

CNJ vai investigar desembargadora que postou ‘fake news’ sobre Marielle Franco

Marília Castro Neves afirmou que Marielle era 'engajada com bandidos' e 'foi eleita pelo Comando Vermelho'

CNJ vai investigar desembargadora que postou ‘fake news’ sobre Marielle Franco
A desembargadora Marília Castro Neves e a vereadora Marielle Franco (Fonte: Reprodução/Renan Olaz/CMRJ/Veja)

O ministro João Otávio de Noronha, corregedor Nacional de Justiça, determinou nesta terça-feira, 20, abertura de procedimento para averiguar a conduta da desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Marília Castro Neves, em relação à vereadora carioca Marielle Franco, assassinada a tiros na semana passada no Rio de Janeiro.

Leia também: Psol toma ações contra notícias falsas sobre Marielle Franco

Em um comentário publicado na última sexta-feira, 16, em sua conta no Facebook, a desembargadora afirmou que Marielle era “engajada com bandidos”, “foi eleita pelo Comando Vermelho” e é “um cadáver tão comum quanto qualquer outro”.

A declaração gerou indignação e uma representação do PSOL ao CNJ. Nesta segunda-feira, 19, a desembargadora Marília Castro Neves admitiu ter se precipitado ao divulgar informações que circulavam nas redes sociais sobre a vereadora carioca.

O procedimento do CNJ é preliminar. Os fatos ainda serão investigados e as provas serão coletadas. Caso o corregedor entenda que há elementos para abrir um processo contra Marília Castro Neves, poderá pedir ao plenário do CNJ a instauração de um processo administrativo disciplinar.

Também foi aberto um procedimento para investigar uma outra declaração da magistrada. Neste caso, envolvendo uma professora brasileira com síndrome de Down: “Voltando para casa e, porque vivemos em uma democracia, no rádio a única opção é a Voz do Brasil… Well, eis que senão quando, ouço que o Brasil é o primeiro em algumas coisas!!! Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de Down!! Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social… Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem???? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?”.

Fontes:
Folha de S.Paulo - CNJ investiga magistrada que acusou Marielle nas redes sociais
CNJ - Marielle: CNJ abre procedimento para investigar manifestações de desembargadora

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5 Opiniões

  1. Aureo Ramos de Souza disse:

    QUEM FALA DEMAIS POR SER IMPORTANTE PODE SE METER EM CAMIsA DE ONZE VARA

  2. Laércio disse:

    Crimes bem maiores estão sendo praticados todos os dias contra o povo! Se houvesse a mesma energia pela cobrança de justiça para o povo poderíamos falar em ação corretiva.

    Punir uma pessoa por um comentário é menos importante, deveríamos estar empenhados em exterminar o tráfico e laticínios que trazem prejuízo muito maior para o Brasil.

    O problema é a hipocrisia, ninguém está pensando em justiça, cada um usa a força que tem para promover a própria luxúria, isso é o Brasil hoje! Cada um da sua forma: traficantes, muitos políticos, etc.; O povo está condenado não a pena de morte mas sim algo mais destrutivo: a pena de humilhação!

  3. Daniela Villa disse:

    Não podemos exigir que as pessoas se comportem segundo nossas opiniões. Isso vale para a desembargadora e para aqueles que a criticam. Afinal, as declarações dela não foram no exercício de seu múnus público. Após a era PT, o Brasil está ser tornando uma grande nação de recalcados.

  4. Markut disse:

    Quanta estupidez junta, numa só pessoa!

  5. Jeffwerson Tavares disse:

    Essa senhora é reflexo da nossa classe dominante direitista, arrogância, preconceito e complexo de superioridade.

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