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Coluna Esplanada

Collor escondeu Porsche e Lamborghini da Justiça

Senador não declarou na relação de bens ao TSE, na campanha do ano passado, o Lamborghini e o Porsche

Collor escondeu Porsche e Lamborghini da Justiça
‘Apreenderam três veículos de minha propriedade’, frisou Collor na tribuna do Senado (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Vinte e quatro anos depois da queda de Fernando Collor da Presidência da República, a famigerada e indevassável Casa da Dinda em Brasília, sua residência oficial, virou alvo de operação da Polícia Federal. Os agentes saíram de lá com três caros carros importados: uma Ferrari, um Lamborghini e um Porsche. Alvo da Operação Lava Jato, com as apreensões o senador Collor agora pode ter problemas também com a Justiça Eleitoral. ‘Apreenderam três veículos de minha propriedade’, frisou Collor na tribuna do Senado. Mas ele não declarou na relação de bens ao TSE, na campanha do ano passado, o Lamborghini e o Porsche.

Escondeu…

Collor dirige o Lamborghini (R$ 3,3 milhões) e o Porsche (R$ 900 mil) por Brasília há mais de ano, indicam fontes ouvidas. Procurada, a assessoria do senador não retornou.

… e entregou

No seu discurso no Senado, no fim do dia, Collor criticou a operação da PF, a chamou de irregular e espetaculosa, por ‘recolher bens declarados’.

Mina de ouro

Ano passado o senador Collor, ao disputar a reeleição para o Senado, declarou à Justiça R$ 20,3 milhões em patrimônio entre imóveis, terrenos, cotas, automóveis etc.

Os possantes

Collor tem mais de R$ 3,6 milhões declarados apenas em carros. Citou à Justiça uma BMW avaliada em R$ 714 mil, um Kia Carnival (R$ 183 mil), outro Carnival (R$ 133 mil), a Ferrari (R$ 1,9 milhão), um Toyota Land Cruiser (R$ 180 mil), um Mercedes E320 (R$ 342 mil), uma picape Hillux (R$ 142 mil), outra Hillux antiga (R$ 14 mil).

Falta garagem

São 14 carros no total. Segue a lista: um Hyunday Vera Cruz (R$ 132 mil), um Honda Accord (R$ 51 mil) e uma Land Rover (R$ 114 mil); um Citroen C6 (R$ 322 mil), um Gol Rally (R$ 27 mil) e um Cadilac SRX (R$ 65 mil).

Crise é feia 1

Quem revela é o deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP): o governo de São Paulo, o maior arrecadador do Brasil, viu a receita de ICMS cair R$ 300 milhões em janeiro, R$ 320 milhões em fevereiro. E ficou nesse patamar todos os meses.

Cofre fechado

O mês de junho acendeu o alerta no Palácio Bandeirantes: a perda de receita do estado de SP foi de R$ 660 milhões! A primeira semana de julho registrou déficit de R$ 70 milhões.

Pré-campanha

O governador paulista, Geraldo Alckmin, causou frisson ontem à tarde no Brasília Shopping. Amigo do proprietário, o tucano foi ao Martinica Café provar um espresso.

Crise é feia 2

A Prefeitura de Campos (RJ), sede da bacia mais explorada, que nada de braçadas há anos contando com os royalties de petróleo, sente a crise da petroleira: reduziu em R$ 1 bilhão a previsão de repasses para este ano. Pela primeira vez na história.

Jader voltou

Anos depois, o quieto Jader Barbalho (PMDB-PA) voltou a falar grosso, no seu melhor estilo. Jader criticou a reforma política, anunciou saída da comissão; depois deu aula de regimento para Renan. Liderou a audiência da TV Senado, somados os dois momentos.

Temer, o ator

O deputado Danilo Forte, aliado do líder do PMDB no Senado, Eunício, diz que o partido deve repensar a aliança com o governo do PT. ‘Temos que mudar a gestão e retomar a credibilidade’. E mostra o caminho: ‘Michel Temer é o ator’.

Ajustes

O Congresso Nacional do PMDB mês que vem pretende mostrar que o País ‘Pode contar com o PMDB’, apesar da crise de gestão e institucional, com Dilma despencando em credibilidade popular. Há indicativos de que a legenda reforçará apoio a ela.

Afinados

Antes de discursar e atacar o PGR Janot, a quem acusa de perseguição, Collor se reuniu por mais de duas horas com Renan Calheiros no gabinete do presidente do Senado.

Segurem o homem!

PT em alerta com José Dirceu, que prepara autobiografia, magoado com Lula e Dilma. O último abandonado pelo partido, Roberto Jefferson, abriu o bico e deu no que deu!

Ponto Final

Até o fechamento desta Coluna, o Congresso Nacional ainda existia, a despeito das operações da PF.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

8 Opiniões

  1. Carlos Furtado disse:

    Não devemos esquecer que o Collor faz parte da base de Apoio de Lulla e DIlma ,juntamente com Sarney,Malluf,Jáder Barbalho,Dirceu Genoino Vargas,Argolo,Renan,Cunha até ontem,Temer,Hadad,Marta …..são mais de 300 picaretas,tamo mortos e falidos a caminho da Grécia sem sermos primeiro mundo.

  2. Carlos Furtado disse:

    Collor ainda continua amado e idolatrado nas Alagoas,fazer o que ,se nas Alagoas não existe politico melhor que ele ,nem a falastrona da Eloisa Helena .
    E a miséria reina solta nesse estado tão lindo de pessoas simples.
    Que Deus e o supremo deem um basta nisso.

  3. Ludwig Von Drake disse:

    Sobre o Collor e sua reincidência envolvendo carros há um ditado popular lá na região da campanha, no Rio Grande do sul, que diz que “cachorro que come ovelha não perde o vício, só….” O final da frase eu não completo porque pode ser considerada apologia ao crime.

  4. Almanakut Brasil disse:

    Impeachment, o de verdade, aconteceu em 1974, fazendo com que Richard Nixon sumisse da vida pública!

    Não é Impeachment Caipira, com efeito bumerangue!

  5. olbe disse:

    Um homem como Collor que foi denunciado pelo próprio irmão, que deixou a mãe em coma de tanto desgosto foi reeleito, ou o povo foi roubado no voto ou o brasileiro como muito bem disse Pelé: NÃO SABE VOTAR”

  6. Henrique de Almeida Lara disse:

    Tipo de personalidade como a de Collor não se corrige. Eternamente assim!

  7. Rogerio Faria disse:

    Temos que admitir que o gosto do Senador ficou mais refinado.
    Passar de Elba Fiat para Lamborghini é um salto de qualidade, ou seja, o “caixinha” melhorou, e muito…

  8. Roberto Henry Ebelt disse:

    A esperança do Brasil, mais uma vez, se encontra nas mãos da tão criticada polícia. Sem ela já teríamos chegado a barbárie.

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