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Coluna Esplanada

Começou o troca-troca

Mal a Câmara aprovou a emenda que cria a ‘janela’ para a troca de partidos, os deputados reforçaram as tratativas

Começou o troca-troca
Clarissa Garotinho (PR-RJ) negocia a filiação ao PSDB ou PRB (Fonte: Reprodução/Agência Câmara)

Mal a Câmara aprovou na quarta à noite, por maioria apertada (nove votos de vantagem), a emenda que cria a ‘janela’ para a troca de partidos, os deputados reforçaram as tratativas. Clarissa Garotinho (PR-RJ) negocia a filiação ao PSDB ou PRB; Glauber Braga (PSB) deve entrar no PSOL; Weliton Prado (PT-MG) sonda o PROS, que deve perder Miro Teixeira (RJ). Deputados do DEM negociam entrada no tucanato ou PMDB. A ‘janela’ para troca sem perda de mandato, um drible à lei, será permitida por 30 dias assim que promulgada no segundo semestre.

Tudo combinado

A despeito do placar apertado na 1ª votação, a emenda vai passar com folga na segunda em julho na Câmara. E o Senado, que não ganha, mas não se prejudica, vai referendar.

Carioquices

As tratativas locais com vistas às eleições municipais motivam o troca-troca. No Rio, Clarissa quer se candidatar à Prefeitura do Rio. O PRB a quer como vice de Crivella.

Na canela

Glauber Braga está magoado com o PSB, após ser preterido e perder o controle do diretório carioca para o senador Romário — que se lançará prefeito.

A toda-poderosa

A decisão de trocar o PSDB pelo PSB fará da senadora Lúcia Vânia, de Goiás, a mandatária mais poderosa do Centro-Oeste. Ela vai controlar o diretório socialista, manterá a boa relação com o governo Marconi Perillo — no qual sua filha, Ana Carla, é secretária de Fazenda. E ainda terá influência sobre o PPS estadual, onde emplacou anos atrás o sobrinho Marcos Abrão como dirigente.

Jatinho para deputados

Grupo de deputados da Comissão de Relações Exteriores está revoltado. Há dois meses solicitaram à FAB avião para viagem oficial a Caracas — a exemplo da realizada pelos senadores ontem. A Aeronáutica recusou e alegou contenção de custos.

Dilmou

Antes independente, o senador Requião (PMDB) é uma seda após a nomeação do irmão para o conselho de Itaipu. Ironizou o ataque popular que colegas brasileiros sofreram na Venezuela: ‘É o que fazem aqui com Dilma os ‘Revoltados Online’. É bem diferente.

Ainda de luto

O PSB prepara homenagem a Eduardo Campos e Miguel Arraes para 13 de agosto, data da morte dos socialistas. Mas dona Renata, viúva de Campos, não quer falar de política.

Sustentabilidade

A Prefeitura de São Paulo encomendou a um assentamento do MST 650 toneladas de feijão e 95 T de farinha de mandioca para a merenda da rede de ensino.

Caiu pra cima

Flávio Chiarelli, que deixou a presidência da Funai, como antecipou a Coluna, ‘caiu’ para cima. É novo assessor jurídico do Ministério da Justiça, com DAS 5. Foi trato dele com o próprio ministro Cardozo em reunião mês passado. O novo presidente da entidade entrou na lista dos acertos da base: é o ex-senador petista João Pedro (AM).

Falácia venceu

Ao rejeitar a emenda do deputado Indio da Costa (PSD-RJ), que previa prestação de contas de mandatários sobre promessas, sob risco de proibição de nova candidatura, a Câmara enterrou a esperança do povo contra a falácia das campanhas.

‘Pentágono’ da Esplanada

Não será difícil para a Polícia Legislativa achar o intruso que usou gás de pimenta na tumultuada sessão de dias atrás. As gestões Marco Maia e Henrique Alves investiram forte em tecnologia na ala das comissões. Em especial com circuito de TV.

Perdas familiares

São meses difíceis para os Paes de Andrade. O ex-embaixador e ex-deputado Antônio morreu aos 88, uma semana antes do casamento da neta, filha do senador Eunício (PMDB-CE). O irmão, José Augusto Paes de Andrade, falecera aos 98 em março.

Barrada no baile

Um segurança da Câmara barrou Bruna Furlan (PSDB-SP), que tem rostinho de adolescente, no plenário na quarta à noite. ‘Moço, me libera, eu sou deputada’.

País do café

A Expocafé, de 1º a 3 de julho em Três Pontas (MG), terá número recorde de expositores: 150 empresas em 12 mil m². O Brasil é o maior produtor e exportador.

Ponto Final

‘Mais importante que aprovar um projeto é evitar que um péssimo seja aprovado’.
Deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), justificando ter a primeira emenda de sua autoria aprovada em 25 anos de mandatos.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

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