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Eleições 2014

Como as eleições do Brasil afetam toda a América Latina

As divergências entre as propostas políticas e econômicas de Aécio e Dilma para a América Latina despertaram o interesse dos países vizinhos no pleito brasileiro

Como as eleições do Brasil afetam toda a América Latina
Nos últimos 20 anos, o Brasil se tornou um gigante do continente, com uma influência de peso sobre seus vizinhos (Reprodução/Economist)

As eleições presidenciais do próximo domingo, 26, têm uma grande importância não só para o Brasil, mas para toda a América Latina. Nas últimas duas décadas, o país se tornou um gigante do continente, com uma influência de peso sobre seus vizinhos. Logo, as divergências entre as propostas de Aécio e Dilma para a região despertou o interesse dos países vizinhos.

A presidente Dilma Rousseff segue a mesma política internacional de Lula. Ela ajudou a Venezuela a entrar para o Mercosul. Segundo críticos, a medida foi tomada mais por simpatia pelo esquerdismo chavista do que por interesses comerciais.

Dilma não tem muito interesse nas relações internacionais. O número de viagens ao exterior feitas por ela é menos da metade do que Lula fez em seu primeiro mandato. Essa postura abriu caminho para a criação da Aliança do Pacífico, bloco comercial formado por México, Chile, Peru e Colômbia. Com um viés mais liberal, o bloco pode se tornar um grande rival do Mercosul.

Já Aécio pretende implantar uma série de mudanças na política internacional brasileira. Ele planeja estimular o comércio internacional e resgatar a produtividade do país. Ele também pretende rever a política do Mercosul, que obriga todos os países do bloco a concordar com as negociações comerciais. A ideia é libertar o Brasil das amarras do ultraprotecionismo argentino e venezuelano, e fechar acordos com outros blocos internacionais, como a União Europeia e a própria Aliança do Pacífico.

Aécio também pretende mudar o conceito de autossuficiência brasileiro, que durante os 12 anos de mandato petista ganhou um viés antiamericano. Para Aécio, é preciso repensar esse conceito e aproximar o país de parceiros comerciais desenvolvidos que podem ser grandes fontes de tecnologia para o Brasil, além de mercados para os produtos nacionais manufaturados.

Fontes:
The Economist-Brazil and its backyard

4 Opiniões

  1. helo disse:

    Cliquei no depoimento da Aspásia Camargo falando do Aécio e fiquei muito contente. Ela conhece o Aécio e disse que ele é ótimo. Youssef desmentiu a acusação contra Sergio Guerra. Os programas sociais que sem Aécio não podem sobreviver. Contra o desmatamento da Amazônia, responsável pela seca, pela Petrobrás, BNDES, Caixa, Banco do Brasil, Correios, precisamos mudar e com alegria. Para os que não sabem é 45

  2. Julio Spinola disse:

    Aindz bem que o bom senso começou a voltar na política brasileira.Assim como não mais ouviremos de certos diplomatas assediadores de assessoras frases de que teria sido escolhido pela dimensão de seus órgãos sexuais. Será?
    Seus concursos para o Itamarati voltem a serem pela meritocracia ao invés da escolha de menos capacitados por etnomotivações . Política exterior é essencial para o pais , lugar de negociadores profissionais, não é casa de caridade.

  3. Áureo Ramos de Souza disse:

    Jomas diga logo que está conosco e que o candidato certo para o Brasil é Aécio e com seu conhecimento sei que irá votar em Aécio assim como eu e muitos milhões de brasileiros que irá ver o que vc diz Ordem e Progresso.

  4. Joma Bastos disse:

    Não sou apoiante incondicional de Aécio, nem sou adepto desta esquerda bolivariana, pró-cubana.
    A possível vitória desta esquerda bolivariana, será mais um passo a caminho da implosão, pelo continuado entrave de transformar um pobre Brasil rico, em um maravilhoso Brasil desenvolvido. Mas como é normal em regimes semelhantes, tipo Venezuela e alguns países da América latina, a corrupção e a violência tenderão a crescer, ao ponto de haver muitos a roubarem para poucos a serem roubados.
    Infelizmente, quando abrimos um jornal brasileiro, ou algo que nos possa dar uma informação sobre o nosso país, só nos é apresentada uma imagem de um Brasil decadente e sem esperança, com imensa corrupção, muito violento, abandonado pela classe política, com uma inflação a tomar conta do dia a dia, sem uma infraestrutura logística necessária e suficiente, com pouco saneamento básico, com infraestruturas precárias para saúde, e um sistema educativo longe das necessidades básicas primordiais. E o pior é que, quando olhamos à nossa volta, constatamos que tudo isto é uma triste realidade, mas, apesar de tudo, eu e outros mais, sempre acreditaremos em um sistema com justiça social e economicamente liberal, continuando a alimentar a esperança de que algum dia poderemos viver em um Brasil com Ordem e Progresso, mas não com este atual e decadente sistema político bolivariano.

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