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QUEBRA DE DECORO

Conselho de Ética instaura dois processos contra Eduardo Bolsonaro

Conselho vai apurar se Eduardo Bolsonaro quebrou o decoro com discurso sobre um possível novo AI-5. Deputado diz ser alvo de censura

Conselho de Ética instaura dois processos contra Eduardo Bolsonaro
'Falar, 'parlar', não pode ser algo estranho no PARLAmento', afirmou Eduardo (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

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O Conselho de Ética da Câmara decidiu apurar se o deputado Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, quebrou decoro ao falar em “novo AI-5”.

Nesta terça-feira, 26, foram instaurados dois processos contra o parlamentar, a partir de três representações: uma da Rede Sustentabilidade; uma do PT, PSOL e PCdoB; e outra do PSL.

Enquanto as representações da Rede, PT, Psol e PCdoB acusam Eduardo Bolsonaro de quebra de decoro por ter afirmado em uma entrevista que um “novo AI-5” poderia ser a resposta no caso de uma radicalização da esquerda, a representação do PSL acusa o deputado de quebra de decoro por ofender a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) em suas redes sociais.

No fim de outubro, em entrevista à jornalista Leda Nagle, Eduardo Bolsonaro disse que “se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta, ela pode ser via um novo AI-5. Pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito, como ocorreu na Itália… alguma resposta vai ter que ser dada. O que faz um país forte não é um Estado forte: são indivíduos fortes”. Posteriormente, o parlamentar recusou e afirmou que “talvez tenha sido infeliz” em sua declaração e que “não há qualquer possibilidade de volta” do AI-5.

Já em relação à deputada Joice Hasselmann, Eduardo Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma montagem de uma nota falsa de R$ 3 com uma imagem da parlamentar.

O deputado Eduardo Bolsonaro reagiu às apurações afirmando em suas redes sociais que “ambos os casos apenas querem me censurar e ignoram o art. 53, CF”, em referência ao artigo da Constituição que estabelece que deputados e senadores “são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”. “Falar, ‘parlar’, não pode ser algo estranho no PARLAmento”, escreveu ainda o parlamentar.


Fontes:
G1 - Conselho de Ética decide apurar se Eduardo Bolsonaro quebrou decoro ao falar em 'novo AI-5'

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