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Energia elétrica

Conta de luz terá reajuste de 17% até o fim do ano

Aumento na conta de energia do consumidor este ano deve ficar entre 16% e 17%, o que anula a redução de 20% feita pelo governo em 2013

Conta de luz terá reajuste de 17% até o fim do ano
Previsão para 2015 é ainda pior: o reajuste deve oscilar entre 21% e 25% (Reprodução/Internet)

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O desequilíbrio financeiro no setor elétrico, causado pelas medidas impostas para forçar a redução nas tarifas, somado à sobrecarga das termelétricas em decorrência da forte estiagem, vem afetando a conta de luz, cujos reajustes já atingiram a casa dos dois dígitos.

Cálculos feitos pelas consultorias especializadas em energia Safira e Thymos, apontam que o aumento médio nas contas de energia dos consumidores residenciais neste ano deve ficar entre 16% e 17%, o que em termos práticos anula a redução de 20%, feita pelo governo em 2013. A previsão para 2015 é ainda pior. O reajuste deve oscilar entre 21% e 25%.

Alguns analistas entendem que tais reajustes podem piorar o quadro inflacionário do país e fazer com que ele feche 2014 acima do teto estabelecido pelo Banco Central (BC), ou seja, superior a 6,5%.

De acordo com os dados da MB Associados, as faturas residências devem acumular avanço de 17,4% este ano, o que faria o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado pelo BC, fechar 2014 com alta de 6,7%. Até junho, as contas de luz acumulam aumento de 4,98% e, nos últimos 12 meses, de 8,01%.

Segundo o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, o brasileiro pode esperar aumentos ainda mais significativos ao longo de 2015. “Nós estamos com IPCA de 6,7% este ano porque os alimentos devem ajudar um pouco no segundo semestre, o que tem sido a grande sorte do governo depois do choque da seca no começo do ano. Contamos ainda com uma piora no câmbio caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita, o que deve pressionar no último trimestre de 2014”, explica Vale.

Para o banco ABC Brasil, o IPCA deve terminar este ano em 6,4%, abaixo da meta. Porém, são esperados mais reajustes nas tarifas em 2015, o que deverá elevar o impacto da energia residencial no índice de preços. Pelos cálculos da instituição, se a alta permanecer em torno de 21% em 2015, as contas de luz devem pesar 0,6% no índice de preços. Este ano, a contribuição das tarifas deve ficar em 0,4%.

Fontes:
O Globo-Energia pesa no bolso do brasileiro

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