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ESPÍRITO SANTO

Corpo de ex-governador Gerson Camata é velado em Vitória

O ex-governador foi velado no Palácio Anchieta, sede do governo do Espírito Santo. Ele foi assassinado por um ex-assessor com um tiro na última quarta-feira

Corpo de ex-governador Gerson Camata é velado em Vitória
Motivo da discussão foi uma ação judicial movida por Camata contra o ex-assessor (Foto: Wikipédia )

O corpo do ex-governador e ex-senador pelo Espírito Santo Gerson Camata foi velado nesta quinta-feira, 27, no Palácio Anchieta, sede do governo do Espírito Santo.

Camata foi assassinado a tiros na última quarta-feira, 26, em frente a um restaurante na Praia do Canto, em Vitória. O autor do crime foi Marcos Venício Moreira Andrade, de 66 anos, um ex-assessor de Camata. Após encontrar Camata na calçada em frente ao restaurante, Marcos iniciou uma discussão com o parlamentar e, em seguida, realizou os disparos. O motivo da discussão foi uma ação judicial movida por Camata, que resultou no bloqueio de R$ 60 mil na conta bancária de Marcos.

“O assessor foi tirar satisfação ao encontrar Gerson Camata na rua, na calçada, próximo a uma banca de revista e a uma padaria. Neste encontro, iniciou uma discussão verbal, onde o assessor sacou a arma e efetuou o disparo contra o ex-governador”, explicou o secretário estadual de Segurança Pública, Nylton Rodrigues.

Após ser atingido no pescoço, Camata caiu na calçada e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. Porém, ele não resistiu ao ferimento. Marcos foi encontrado e confessou o crime. Ele foi preso e encaminhado para uma penitenciária em Viana, Região Metropolitana de Vitória. A arma usada no criem não tinha registro e foi apreendida.

Relação tensa

Marcos trabalhou como assessor de Camata por quase 20 anos. Porém, em 2009, a relação entre os dois ficou tensa após Marcos denunciar o ex-governador ao jornal Globo, acusando o parlamentar de crime de caixa 2. Na época, o assessor afirmou que Camata recebia mesadas de empreiteiras, apresentava recibos falsos de contas eleitorais e obrigava funcionários a pagar suas despesas pessoais. O assessor apresentou ao jornal documentos e anotações para comprovar sua denúncia.

Camata negou a acusação na época. Ele afirmou que Marcos sofria de problemas mentais e que suas declarações não deveriam ser levadas em consideração. As denúncias foram submetidas à Procuradoria Geral da República (PGR) e à Corregedoria do Senado – onde Camata exercia mandato na época. Os dois órgãos concluíram que as acusações contra Camata não tinha embasamento.

Camata, então, processou Marcos por danos morais. Uma ação foi movida na Justiça do Espírito Santo e outra na do Distrito Federal. Em abril de 2012, o juiz do Distrito Federal, Leandro Borges de Figueiredo, decidiu em favor da Camata e condenou o ex-assessor a pagar R$ 50 mil, além dos honorários e custos do processo. Nos anos seguintes, Marcos recorreu em instâncias superiores, sem obter êxito.

Em janeiro de 2018, segundo o secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, Nylton Rodrigues, foram bloqueados R$ 60 mil na conta de Marcos para que ele pagasse a indenização a Camata.

Gerson Camata iniciou a vida política como vereador, na capital do Espírito Santo, em 1967. Em 1971, foi eleito deputado estadual, permanecendo por dois mandatos. Em 1983, se tornou governador do Espírito Santo. Em seguida, foi senador do estado por três mandatos. Ele era casado com Rita Camata, ex-deputada federal, e deixa dois filhos.

Fontes:
G1-Corpo do ex-governador Gerson Camata será velado nesta quinta-feira em Vitória

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