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Coluna Esplanada

CPI começa cerco a Funcef, Previ e sociedades

Comissão Parlamentar de Inquérito dos Fundos de Pensão estatais começa com um inesperado fôlego

CPI começa cerco a Funcef, Previ e sociedades
Relator Sérgio Souza pretende aprovar pelo menos dez requerimentos de convite para depoimentos (Fonte: Reprodução/Agência Senado)

A Comissão Parlamentar de Inquérito dos Fundos de Pensão estatais começa com um inesperado fôlego. Mais de uma centena de requerimentos se acumularam ontem na secretaria tão logo foi oficializada. Na primeira reunião, da próxima terça, o deputado relator Sérgio Souza (PMDB-PR) pretende aprovar pelo menos dez requerimentos de convite para depoimentos. Adianta que os primeiros alvos serão diretores da Funcef (Caixa) e Previ (Banco do Brasil), os dois maiores fundos previdenciários.

Consultoria

‘Também vou pedir contratação de uma consultoria especializada para auxiliar na investigação’, revela o relator. Cita Price ou Fundação Getúlio Vargas.

Passou perto

A CPI vai solicitar ‘a juntada do relatório’ da última CPI sobre o tema, de 2005, que nem fez cosquinha nos fundos, porque acabou em algo maior e correlato: o mensalão.

Lupa nas sociedades

Outro foco da CPI, ao longo dos próximos meses, serão as solicitações de requerimentos sobre os investimentos dos fundos em empresas privadas com sociedade.

‘Ainda não tem dinheiro’

Foi um Deus nos salve no Congresso quando o ministro Joaquim Levy (Fazenda) soltou nesta quarta à tarde para um incrédulo presidente do Senado que ainda não tem dinheiro. Isso quis dizer o seguinte: os congressistas ainda não terão as emendas parlamentares liberadas. Os deputados, por exemplo, fizeram reunião de emergência.

É lei!

Mas com ou sem dinheiro em caixa o Palácio do Planalto deverá se virar até o fim do ano para cumprir os repasses, porque por lei agora a emenda é impositiva — presentão do ex-presidente da Câmara e agora ministro do Turismo, Henrique Alves.

Liberou na pressão

O ministro Gilmar Mendes seguraria o voto sobre a legalidade ou não do porte de drogas em pequena quantidade, em pauta no STF, mas foi pressionado pelo presidente da Corte, Ricardo Lewandowski. Avisou na última quinta que colocaria em pauta hoje.

É com Fachin

O próximo voto sobre a polêmica ação é do novato Luiz Fachin. Há indicativos de que vai pedir vistas para não se meter com jeito na encrenca. Lobbies prós e contras fortes.

Pararam as máquinas

A crise na economia que afeta o setor fechou três grandes jornais de capitais nos últimos meses. O Estadão do Norte (RO), Jornal de Hoje (RN) e Brasil Econômico (SP).

Axé desafinado

O governador baiano, Rui Costa (PT), entrou numa fria com a executiva nacional do PT. Pediu para o partido pagar dívidas da campanha vitoriosa e levou um ‘não’. As contas estão no TRE. Terá dois anos para arranjar uns R$ 14 milhões e não ficar inelegível.

Bloco da insensatez

De um deputado da base, amigo da onça, sobre a relação tensa com o Planalto, na reunião de líderes: ‘vamos aprovar tudo que der despesa para o Governo. Ela (Dilma) que fique com o ônus’. Não é por aí, nada republicano, disseram colegas.

OAB e Dirceu

A OAB marcou para o dia 24 o julgamento do processo do pedido de cassação da carteirinha de advogado do ex-ministro José Dirceu, já sentenciado e novamente preso. O autor do pedido, advogado Paulo Fernando Melo, do DF, terá de fazer sustentação oral.

Prome$$as = expectativa

Um dos problemas da crise — apenas um — são as promessas de cargos represadas pelo Planalto nos primeiro e segundo escalões. Em especial os de superintendências regionais da Caixa. A Casa Civil prometeu e não entregou, o que gera a expectativa.

Só cercadinho

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) decidiu recuar na ideia de construir um shopping em Salvador. O terreno, já comprado e cercado, fica na Boca do Rio perto do Aeroclube.

Uma pechincha

Aliás, é coisa de uns R$ 200 milhões. Não se sabe ainda se em sociedade com fundos de pensão, sociedade muito comum no setor — que agora vão entrar na mira da CPI.

Ponto Final

‘O tempo vai mostrar que o que resolve a crise é a estabilidade política. O Governo precisa reformular a sua base’.
Deputado Leonardo Picciani, líder do PMDB

Com Equipe DF, SP e Nordeste

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