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Direita ultraconservadora

Delegados e coronéis ganham espaço no Congresso brasileiro, diz ‘NYT’

Reportagem no ‘New York Times’ diz que o número de parlamentares com experiência policial ou militar no Brasil não para de crescer

Delegados e coronéis ganham espaço no Congresso brasileiro, diz ‘NYT’
A linguagem bélica da nova direita preocupa ativistas dos direitos humanos (Reprodução/NYT)

Uma reportagem publicada na última quarta-feira, 14, no New York Times, chama a atenção para a expansão alarmante no número de parlamentares com experiência policial ou militar no Congresso brasileiro. O texto é assinado pelo correspondente Simon Romero.

“A crescente influência desses parlamentares sinaliza uma mudança na maior democracia da América Latina, que tem como presidente a esquerdista Dilma Rousseff. Atualmente, a maioria dos opositores políticos do país vem da direita”, diz a reportagem.

Esses parlamentares são contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a legalização do aborto e a descriminalização das drogas. Eles defendem a redução da maioridade penal e alguns têm um viés político guiado por valores religiosos.

O texto cita como exemplos de parlamentares dessa bancada o ex-delegado e atual Deputado Federal Moroni Torgan (DEM-CE) e o coronel Marcus Telhada (PSDB-SP), eleito Deputado Estadual.

O artigo também cita o deputado federal ultraconservador Jair Bolsonaro (PP-RJ) e seu filho Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), que nas últimas eleições foi eleito deputado estadual de São Paulo com mais de 82 mil votos.

Analistas políticos acreditam que o fenômeno reflete uma sociedade cansada da violência. De acordo com a ONU, o Brasil está entre os dez países do mundo com o maior número de homicídios.

Porém, a linguagem bélica desses parlamentares preocupa os ativistas dos direitos humanos, que temem que a bancada proteja a polícia do país, uma das mais violentas do mundo. “A polícia brasileira mata cerca de 2 mil pessoas por mês e raramente os agentes são condenados pelos seus crimes”, finaliza a reportagem.

Fontes:
The New York Times-‘Bullet Caucus’ in Brazil Signals Political Shift to the Right

4 Opiniões

  1. House of Card disse:

    Meu Partido? Bancada Evangélica + Bancada Ruralista + Bancada da Bala. Qualquer candidadto que sair duma delas em consenso com as outra duas tera incondicionalmente meu voto.

  2. RENATO CESAR DE OLIVEIRA MOREIRA DE OLIVEIRA MOREIRA disse:

    A direita vem crescendo porque a esquerda é incompetente e venal. No Brasil a esquerda é permeada de canalhas, mentirosos, pervertidos, corruptos, etc., enfim de tudo que há de pior na politica e na gestão pública. O PT já está a beira da morte, só falta dar o ultimo suspiro e ir para o inferno, com seus dois “líderes” supremos e seus asseclas, as ratazanas palacianas.

  3. Joma Bastos disse:

    O que deveria preocupar os ativistas dos direitos humanos, são as cerca de 60.000 vitimas de homicídio neste violento brasil, que superam números de países em guerra.

  4. André Luiz D. Queiroz disse:

    Analistas políticos acreditam que o fenômeno reflete uma sociedade cansada da violência” — discordo, acho que isso tem muito mais a ver com o fracasso dos governos esquerdistas em promover o desenvolvimento socioeconômico e, consequentemente, da qualidade de vida (ao menos entre a classe médio urbana) do que exclusivamente com a questão da violência. Mantidas as proporções e particularidades, não é diferente do que ocorre na Europa com o crescimento dos partidos de extrema-direita, alguns descambando para a xenofobia explícita (vide o caso da França). Há ainda as questões (menores, a meu ver) da defesa dos valores tradicionais — oposição ao aborto, ao casamento gay, etc. Mas isso é ‘cortina de fumaça’.

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