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Cresce pressão para reduzir o papel da Petrobras no pré-sal

Eduardo Braga, Aldemir Bendine, Joaquim Levy e Murilo Ferreira são a favor da mudança

Cresce pressão para reduzir o papel da Petrobras no pré-sal
Petrobras é obrigada a ter participação mínima de 30% no consórcio vencedor nas licitações do pré-sal (Divulgação/Petrobras)

Apesar do aumento na lista de autoridades do governo a favor de liberar a Petrobras da obrigatoriedade de ter participação mínima de 30% no consórcio vencedor nas licitações do pré-sal, conforme determinação da lei da partilha, a presidente Dilma Rousseff continua resistente em mexer na lei.

Além do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, também são a favor da mudança o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy e o presidente do Conselho de Administração da estatal, Murilo Ferreira, segundo informou uma alta fonte do governo ao Valor Econômico.

Bendine afirmou, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que o peso da dívida da estatal limita a sua participação em novo leilão do pré-sal. A única forma de a companhia cumprir a exigência legal de participar nos consórcios seria aumentar ainda mais o nível de endividamento. “Temos que entender que, se houvesse um leilão, nesse momento, diante da situação de caixa da empresa, teríamos dificuldade em relação a esse investimento. Mas isso [um novo leilão] não está previsto”, explicou. Embora não tenha defendido diretamente mudanças no modelo de partilha, o presidente da Petrobras advogou que a empresa tem que ter o poder de decidir sobre seus investimentos.

De acordo com dados do Valor, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, apoia a presidente. Além disso, eles resistem, inclusive, a tornar mais flexível a exigência de conteúdo nacional na fabricação de peças e maquinário para exploração do petróleo.

Agora que o balanço da Petrobras foi divulgado, o grupo favorável a mudanças pretende começar a preparar a presidente Dilma para futuras decisões que terão de ser tomadas. A estratégia é convencê-la aos poucos, a aceitar mudanças pontuais no modelo de exploração do pré-sal. Segundo um ministro próximo a Dilma, ela não quer nem ouvir falar sobre alterações na legislação até o momento.

 

Fontes:
Valor Econômico-Cresce pressão para flexibilizar regras da exploração do pré-sal

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