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Coluna Esplanada

Crise ecológica: PEN agora quer ser PEP

A manobra do presidente do PEN é criar o novo partido e o fundir com o atual, para fortalecer a presença da legenda no Congresso

Crise ecológica: PEN agora quer ser PEP
Presidente do PEN, Adilson Barroso (Fonte: Reprodução/iG)

Na onda de criação de partidos para abocanhar o fundo partidário, o horário eleitoral gratuito, negociar apoio em futuras campanhas e servir de janela para insatisfeitos — o famoso drible à lei eleitoral para não perder mandato –, o Partido Ecológico da Nação (PEN) vai sumir para dar lugar ao PEP – Partido Ecológico Progressista. A manobra do presidente do PEN, Adilson Barroso, é criar o novo partido e o fundir com o atual, para fortalecer a presença da legenda no Congresso Nacional. Nas suas contas, o PEP já nascerá com 14 deputados — 3 do PEN e outros 11 egressos de legendas diversas.

Garimpo

O projeto do PEN é aguardar a posse do novo Congresso e executar o plano. Assim, pode até aumentar a meta de bancada, incluindo na lista até senadores.

Janelão

Pela lei eleitoral, políticos não perdem o mandato na filiação em partido recém-fundado. Muita gente vai escapar de desafetos e fazer rearranjos nos redutos.

A caminho

O PEP já recolhe assinaturas em vários estados. Segundo a assessoria, já tem 250 mil das 485 mil assinaturas necessários para o registro no TSE.

Nau…

A ex-ministra da Cultura Marta Suplicy encerrou sua participação no Governo Dilma criticando o governo. Falou em resgate de credibilidade. Agora, o ministro Jorge Hage declina de continuar na CGU. Pediu demissão, também, criticando a fiscalização nas empresas estatais.

…à deriva

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, não quer mais ficar, apesar dos apelos da chefe. E o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, mandou recado para o governo e a sociedade indicando que o poço na Petrobras é muito mais fundo que o prejuízo mostra.

Aula de História

Filho do apenado José Dirceu, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) subiu à tribuna para discursar sobre o combate à corrupção no País. Mas caiu no discurso-comum do PT de que o País nasceu na Era Lula.

Tá bom

“No passado, nada se investigava, nenhuma denúncia era apurada, ninguém jamais era sequer julgado, quanto mais punido. O Brasil vive um novo momento”, disse Zeca.

Sem erro

O senador Armando Monteiro (PTB-PE) já é chamado de “ministro” pelos chegados, mas com voz grossa avisa: “Se me chamar de Armando não erra de jeito nenhum”.

Conta verde

O presidente do TCE de Goiás, Edson Ferrari, determinou o plantio de 6 mil mudas de árvores em 4 hectares ao lado da futura sede do tribunal, em Goiânia. Ele lançou um ipê amarelo. Semana que vem, o governador Marconi Perillo planta um pau-brasil.

Pós-Cardozo

Pelo andar no Planalto, a presidente Dilma deve nomear José Eduardo Cardozo para a vaga do ministro Joaquim Barbosa no STF. Mas ficou sem substituto. Ela e o presidente Lula conversavam com Márcio Thomaz Bastos, que morreu há semanas.

Prêmio

A indicação de Cardozo para o Supremo não segue apenas a linha petista para a Corte, com bons nomes — ele é renomado constitucionalista. Mas por Cardozo ter aberto mão da candidatura à reeleição como deputado para ajudar a campanha de Dilma em 2010.

Tergiversando

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, diz que a cassação do deputado André Vargas (ex-PT) foi saudável. “É sadio que a sociedade, um partido e o Congresso excluam aqueles que não tiverem comportamento digno”.

Por pouco

Há anos a senadora Kátia Abreu vem trabalhando escancaradamente para ser ministra da Agricultura. Saiu do DEM e da oposição, não deu certo no PSD e baixou no PMDB. Mais que isso, só faltou se filiar ao PT para beijar a mão da presidente Dilma.

Volta pra casa

O futuro Governo do DF promove convocação dos servidores concursados cedidos e espalhados por órgãos federais na Esplanada. Têm três dias para se apresentarem.

Ponto Final

Faltam três semanas para os futuros sem-mandato perderem o sono.

Com equipe DF, SP e Nordeste

1 Opinião

  1. Thomas Korontai disse:

    É muito engraçado – tragicamente engraçado – como a forma de se fazer leis no Brasil não resolve os problemas, não evita picaretagens, e ainda aguça a criatividade para os mais diversos tipos de manobras. A Lei dos Partidos é ridícula, absolutamente fraca, anacrônica apesar de ter quase 20 anos. Criou a bestialidade da obrigação de partidos políticos serem nacionais, com foro em Brasília. Manteve uma série de absurdos desde o modelo político-eleitoral até os modelos oligárquicos e coronelistas das legendas. E permite que se tenha 28 partidos ou mais em um Congresso Nacional, algo provavelmente inédito no planeta, quiçá na galáxia.

    Caros, bastava um único artigo para começar uma reforma extraordinária no modelo político brasileiro: a cláusula de acesso ao Congresso, por desempenho eleitoral nacional de 10%. Assim, nenhum partido poderá ter cadeira na Câmara ou no Senado se não tiver 10% dos votos válidos no País.

    Essa medida não acaba com os partidos. Apenas os regionaliza. Sobrarão os partidos de abrangência nacional somente aqueles que tiverem uma ideologia ou projetos que valham a pena ser debatidos nacionalmente e que constituam partes expressivas da sociedade – por isso se chamam “partidos políticos” ou seja, partes da sociedade de um país com diferentes ideologias. E, como não há como existir mais do que 5 ou 6 ideologias (direita, liberal, centro, esquerda, conservadores) basicamente, teríamos no máximo 5 ou 6 partidos – partes da sociedade devidamente representadas no Congresso.

    Chega de reinventar a roda…
    Vamos Refundar o Brasil!
    Federalistas!

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