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GASTRONOMIA

Crise gastronômica fecha restaurantes no Rio

Crise no setor de bares e restaurantes fecha tradicionais restaurantes da capital carioca e ceifa postos de trabalho

Crise gastronômica fecha restaurantes no Rio
Crise no setor iniciou em 2015 e se intensificou neste ano (Foto: PxHere)

O Rio de Janeiro, famoso por suas belezas turísticas e gastronomia próxima às praias da zona sul da cidade, está vivendo uma crise gastronômica. Não de hoje, os cariocas têm assistido alguns de seus restaurantes preferidos fecharem as portas, unidades ou mudarem de pontos tradicionais.

Apesar de ser um movimento que ocorre há anos, pelo menos desde 2015, parece ter se intensificado em 2019, demonstrando que o setor também está sujeito às instabilidades econômicas do país, do estado e da cidade.

Apenas nesta última semana, o colunista do Globo Ancelmo Gois noticiou o fechamento de dois tradicionais restaurantes da cidade. Nesta sexta-feira, 7, Gois divulgou o fechamento do Riba Botecagem, localizado em um dos pontos comerciais mais caros do Rio de Janeiro, em Ipanema, na zona sul da cidade.

Na última terça-feira, 4, o colunista também destacou o encerramento das atividades do restaurante Gula Gula no shopping Fashion Mall, em São Conrado, também na zona sul. O estabelecimento funcionava há 16 anos e vai fechar em breve.

Esses, porém, não foram os únicos restaurantes tradicionais a fecharem as portas na zona sul da cidade em 2019. Anteriormente, em março deste ano, o tradicional restaurante de comida tailandesa Sawasdee, que funcionava há 11 anos no Leblon, também encerrou as atividades.

A filial do Frontera no Jardim Botânico, também na zona sul, também fechou as portas, mas de forma temporária. A administração do restaurante informou, na semana passada, que a filial vai reabrir assim que outro endereço for definido.

O fechamento dos estabelecimentos e a crise gastronômica no Rio de Janeiro também atingem os empregos no setor. De acordo com o Sindicato dos Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), o Rio de Janeiro foi a segunda capital que mais fechou vagas de emprego no último mês de abril, ficando atrás apenas de Florianópolis (SC). O Rio fechou 161 vagas, enquanto Florianópolis encerrou 268 postos de trabalho.

Os principais encerramentos das atividades no Rio de Janeiro ocorreram em Ipanema (-65), Barra da Tijuca (-63) e Tijuca (-58). Entre os meses de janeiro e abril deste ano, o Rio de Janeiro acumula o fechamento de 141 empregos no setor de bares e restaurantes. Em todo o Brasil, o setor fechou, até abril, 3.456 vagas.

Ao longo de 2018, o Brasil garantiu a abertura de 13.328 postos de trabalho – o melhor resultado para o setor desde 2014, quando foram abertas 44.931 vagas. Já o Rio de Janeiro, até o momento, segue desempenho similar ao que ocorreu em 2018. No primeiro semestre, a capital teve um desempenho negativo, mas conseguiu reverter o resultado no segundo semestre e encerrou o ano com a abertura de 40 postos de trabalho – o melhor resultado desde 2014, quando foram abertas 2.337 vagas na cidade.

Anos difíceis

Apesar de 2018 ter sido positivo em questão de abrir vagas de trabalho – apesar de ter aberto poucos postos de trabalho -, o Rio de Janeiro vem enfrentando dificuldades no setor gastronômico há anos.

No ano passado, por exemplo, o famoso restaurante Antiquarius fechou às portas. O estabelecimento estava mergulhado em dívidas e ações trabalhistas, não restando outra possibilidade a não ser encerrar as atividades. Outro que encerrou o trabalho foi o restaurante 14 Bis, que funcionava no Aeroporto Santos Dumont desde 1978.

Já em 2017, o tradicional Couveflor, localizado no Jardim Botânico, fechou as portas. O restaurante atuou durante cerca de 30 anos na zona sul da capital fluminense, citando a “crise econômica” como o principal motivo para o encerramento das atividades. No mesmo ano, o Cota 200 Restaurante, que ficava no Bondinho Pão de Açúcar, também fechou. No mesmo ano, o Quadrifoglio, especializado em culinária italiana, fechou sua filial no Jardim Botânico, mantendo apenas a unidade no shopping
Village Mall, na Barra. No ano, segundo noticiou o Globo, o SindRio estimava a queda do movimento em estabelecimentos no Rio em 40%.

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1 Opinião

  1. helene salim disse:

    Não é a crise e sim, a insegurança…

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