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Seca no Sudeste

Crise hídrica em SP está longe do fim

Apesar das chuvas acima da média em fevereiro, nível do Sistema Cantareira deve chegar à estação seca a um quarto da sua capacidade

Crise hídrica em SP está longe do fim
Nesta terça-feira, 10, os níveis do Cantareira subiram para 13,3% (Reprodução/Estadão)

Fevereiro foi o mês mais chuvoso na região de São Paulo desde 1995, com chuvas 36% acima da média histórica. A boa notícia, no entanto, não afasta o risco de falta d’água na maior metrópole da América do Sul.

Os reservatórios do Sistema Cantareira, que abastecem quase metade dos 20 milhões de moradores da região, estavam operando a 5% da capacidade até o começo de março. Nesta terça-feira, 10, os níveis subiram para 13,3%, graças à chuva e a uma série de medidas de emergência, incluindo as multas para punir o desperdício. Mas a boa notícia termina aí.

Por causa do desmatamento, a água da chuva que antes era captada por árvores e canalizada para os reservatórios hoje se transforma em torrentes violentas que alagam ruas, mas não acumulam nos lugares certos.

Como resultado, apesar de chuvas acima da média, os níveis do Cantareira estavam abaixo da média para o mês de fevereiro. Especialistas acreditam que cerca de 30 mil árvores precisam ser plantadas para desfazer o estrago.

Mesmo se as fortes chuvas continuarem até o fim da estação chuvosa, em maio (e os paulistanos não retomarem seus maus hábitos), o Cantareira estaria operando a um quarto da sua capacidade na seca estação de inverno, abaixo dos 31% que registrava nesse mesmo período no ano passado. Isto é, apesar das abundantes águas de fevereiro, São Paulo ainda não está fora de perigo.

Fontes:
The Economist - Drought in São Paulo

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