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COLUNA ESPLANADA

Crivella no Esporte – Parte II

Pezão e Paes tentaram emplacar um peemedebista, mas Dilma insistiu que fosse Marcelo Crivella, mas sob consenso

Crivella no Esporte – Parte II
A estratégia do senador é atuar nas articulações com a força da vitrine para se lançar a prefeito do Rio (Reprodução/Internet)

O controle do Ministério do Esporte pelo senador Marcelo Crivella foi tratado há pouco mais de um mês, quando a presidente Dilma recebeu o governador do Rio, Luiz Pezão, e o prefeito Eduardo Paes, e pediu um nome do Rio para o cargo, como revelou a Coluna. Pezão e Paes tentaram emplacar um peemedebista, mas Dilma insistiu que fosse Marcelo Crivella, mas sob consenso. O PMDB retirou-se, então, da escolha. Crivella assumiria o cargo, mas evitar crise na base do Planalto no Rio, escolheu um nome neutro, o deputado por Minas George Hilton, do PRB. A estratégia do senador é atuar nas articulações com a força da vitrine para se lançar a prefeito do Rio – o que não poderia fazer no cargo de ministro.

Olimpíadas

Até os estagiários do protocolo da pasta sabem quem vai mandar no ministério do Esporte. A pasta ganhará notoriedade e será uma das principais até 2016, com os Jogos.

Promoção

Com a promoção do Ministério da Pesca para o Esporte, o PRB e sua bancada – que dobrou na Câmara nesta eleição – entraram para os aliados top da presidente Dilma.

Tentou

O apenado Valdemar da Costa Neto dançou. Apesar de manda-chuva do PR, perdeu a indicação para o Ministério dos Transportes. O futuro ministro é mais ligado ao PT.

PF x coca

Sem alarde, a PF tem exterminado uma das mais importantes rotas de tráfico internacional de drogas no Brasil, quase na raiz: apreendeu uma segunda carreta Scania com 700 kg da mais pura cocaína oriunda da Bolívia. O flagrante, como no anterior há poucas semanas, foi numa rodovia no Mato Grosso do Sul.

PF x coca 2

A PF atuou nos dois casos sem dar um tiro, num trabalho de inteligência sem igual. Cada carga apreendida está avaliada em mais de US$ 10 milhões. A TV Eju, da Bolívia, noticiou com destaque o trabalho da polícia brasileira – que faltou à de seu país.

O Comandante

E nada mudou no setor de portos, cujas estatais e os portos são ‘controlados’ pelo vice-presidente Michel Temer desde o início do governo Lula. Temer emplacou na Secretaria de Portos o deputado Edinho Araújo, atualmente o único deputado do PMDB.

Vem mais

Há mais uma pequena leva de ministros que deve sair do governo Dilma até dia 31. Sem alarde, e ‘por cima’, num trato feito com a chefe.

Precedente perigoso

A decisão do juiz da 4ª Vara Federal de São José do Rio Preto (SP) pode abrir precedente perigoso para a revelação de fontes. Ele determinou a quebra do sigilo telefônico de um repórter do Diário da Região, sobre vazamento de operação da PF.

Fidelidade

Dilma mostrou fidelidade aos que a ajudam. Pelo apoio incondicional da família Barbalho no Pará, onde ela venceu apesar do governo tucano, indicou Helder, filho do senador Jader, para a Pesca. Por pouco Helder perdeu o governo para Simão Jatene.

Da rede

Mas engana-se quem apontar apenas compadrio político na indicação de Helder. O Pará, ao lado de Santa Catarina, é líder pesqueiro do País – em mar e na aqüicultura – e o setor empresarial do Estado tem o diálogo mais ativo com a pasta desde sua criação.

Geografia

Tem gente curiosa com o baixa nível do sistema Cantareira em SP apesar das semanas seguidas de forte chuva. É fácil explicar: para que encha, deve chover nas nascentes dos rios que o abastecem, no interior paulista e de Minas. Não na capital.

Sheik x Petrobras

O sheik dos Emirados Árabes, príncipe de Abu Dhabi, Mohammed bin Zayed bin Sultan Al Nahyan, teria perdido mais de US$ 1 bi com as ações desvalorizadas da Petrobras. Mas a coisa pode ser pior. O fundo de árabes investiu US$ 5 bi na estatal.

Em suma , os árabes que entendem de petróleo estão vendo o dinheiro virar pó (em vez de óleo).

Ponto Final

Novo capítulo do petrolão, envolvendo Venina e Graças Foster: A bela e a fera.

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