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COLUNA ESPLANADA

Cunha desdenhou de última proposta do Planalto

Na iminência do anúncio do acolhimento da denúncia, Eduardo Cunha ignorou ligação de última hora do chefe da Casa Civil, Jaques Wagner

Cunha desdenhou de última proposta do Planalto
‘Já decidi! Não quero ouvir mais’, disse Cunha (Foto: Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

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A presidente Dilma não foi surpreendida. Ao fim dos cinco minutos de solitária introspecção, na iminência do anúncio do acolhimento da denúncia, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi interrompido por um esbaforido André Moura (PSC-SE), seu fiel escudeiro. Ele tentou entrar no gabinete, e erguia o celular: ‘Tem um importante telefonema para o presidente!’. Cunha desdenhou: ‘Já decidi! Não quero ouvir mais’. Na linha estava o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner. A proposta é um mistério. Cunha e os ministros palacianos ficaram toda a quarta em contato, sem acordo.

Plantão

O clima é tão tenso na Esplanada que o líder do PMDB, Leonardo Picciani, deve trocar o Rio por Brasília no fim de semana. Cunha também estuda ficar na residência oficial.

Garimpeiro

André Moura se cacifa em frente suprapartidária para surgir como eventual ‘sucessor natural’ de Cunha. Reuniu-se com líderes no PSC a portas fechadas ontem no fim do dia

Frustração

Futuro líder do PT, o advogado deputado Wadih Damous (RJ), que redigiu a peça, esperava para ontem a decisão liminar do STF que pode derrubar a abertura do processo

É feia a briga

O líder Picciani está sob forte pressão dos 65 colegas da bancada do PMDB. Todos querem um assento como titular na comissão especial que analisará a abertura ou não do processo de impeachment de Dilma. Ele escolherá. O partido terá seis vagas, e outras seis de suplente. ‘Como atender 12 e deixar outros 50 de fora’, desabafa o parlamentar.

Interpretações

A senadora Anamélia (PP-RS) resumiu o que grande parte do Congresso interpretou da estratégia de Dilma e do PT de acusar golpe: “É lamentável que algumas pessoas não aceitem o debate democrático. Ninguém está julgando o caráter da presidente”.

Fiel da balança

O vice Michel Temer será o fiel da balança, para a oposição. Basta ele sinalizar para a Câmara que pode segurar o País que os partidos votam em peso pelo impeachment. A tese é do deputado Efraim Filho (DEM-PB), repetida por aliados.

Tentação

A oposição já levou o recado ao vice-presidente: ‘Você prefere ficar com seis ministérios para o PMDB ou todos eles?’

Tutor Supremo

De veterano político que circula pelo Congresso desde os anos 70: “Nunca o Parlamento foi tão judicializado. Tudo polêmico aqui acaba no STF, que virou um tutor”.

Liga da Justiça

Os sete delegados federais da Operação Lava Jato foram homenageados em Brasília, na sede da Associação Nacional dos Delegados de PF, com a presença do diretor-geral Leandro Daiello. Acredite, a faixa etária da turma não passa de 40 anos.

Poesia x Poder

Coordenador da equipe em Curitiba, o delegado Márcio Ancelmo foi aplaudido de pé ao discursar, em tom emocionado, quando citou o poeta Mario Quintana: “Quem todo de mel se unta, os ursos o lamberão”.

Êeeee Goiânia!

Goiânia já vive a efervescência do pleito. O ex-governador Iris Rezende decidiu disputar a Prefeitura. O deputado Jovair Arantes (PTB) lançará o empresário Luiz Bittencourt. Vanderlan Cardoso (PSB) ouve sugestões para ser vice de Iris. Não quer.

Cristovam no tribunal

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) fez discurso inédito no pleno do TCE do Sergipe há semanas. ‘Foi a primeira vez que discursei num tribunal’, brincou. Atendeu a convite do presidente Carlos Pina, ex-aluno da UnB quando Cristovam era professor.

Ponto Final

“O maior mal do Brasil não é a corrupção, mas a falta de estratégia”

Do economista e professor Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Columbia University

 

Com Equipe DF, SP e Nordeste

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3 Opiniões

  1. ney disse:

    Imaginem como seria melhor um parlamento sem o Cunha.

  2. Joaquim Caldas disse:

    O PMDB prova que tem Cunhão,e como vice acunha Temer.Qua infelicidade do Decidido Amoral,entregou de bandeja o STF.Se Dilma cair o STF,os indicados por Lula e Dilma devem deixar os cargos a disposição.

  3. Markut disse:

    Me permito uma variante da afirmação de Marcos Troyjo: o maior mal do Brasil, não é a corrupção, mas a sua intensidade.

    Cabe ressaltar que até a Suécia tem um departamento anticorrupção, sem precisar dar um tiro na nuca dos culpados.

    A estratégia seriam os dispositivos a serem acionados , para impedir o vulto ,tanto maior quanto menos amadurecida seja a sociedade, mas não há corrupção zero.

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