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Cura para anemia econômica do Brasil pode levar tempo

Falta de investimentos tornará difícil para o Brasil se livrar da sua pior recessão em décadas

Cura para anemia econômica do Brasil pode levar tempo
A OCDE estima uma retração do PIB de 2,8% este ano, e 0,7% em 2016 (Foto: Flickr)

A anemia do crescimento econômico brasileiro já dura anos. No primeiro mandato de Dilma Rousseff a média de expansão do PIB brasileiro ficou em 2%, isso mesmo antes do boom das commodities entrar em colapso. A intervenção do governo no setor privado somada a má gestão fiscal fez despencar a confiança dos investidores do país.

Este ano, sem as “muletas” das commodities, o PIB encolheu 1,9% no segundo semestre, em comparação ao mesmo período do ano passado. No até então resistente mercado de trabalho foram cortadas 500 mil vagas desde janeiro. E uma análise feita pela Fundação Getúlio Vargas estima que mais 2,5 milhões postos de trabalhos serão cortados até 2016.

O cenário piorou após a decisão da agência de classificação de risco Standart & Poors rebaixar o grau de investimento do país. Após o anúncio, a mídia chamou atenção para o melancólico cenário. O já alto custo de empréstimos para o setor público e privado vai subir ainda mais. Além disso, se as agências Fitch e Moody’s seguirem o exemplo da S&P afetarão os fundos de pensão e de investimentos. Isso porque eles só podem investir na economia de outro país se tiverem pelo menos o grau de duas agências de classificação de risco.

O Brasil atual não ficará em ruínas por conta dessa situação, como ficou nos caóticos tempos passados. Mas a falta de investimentos tornará difícil para o país se livrar da sua pior recessão em décadas. Esta semana, o Banco Central previu, novamente, a contração do PIB, desta vez para 2,55%. Já a OCDE, estima uma retração do PIB de 2,8% este ano, e 0,7% em 2016.

Fontes:
The Economist-Recession’s sharp bite

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