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Custo de térmicas compromete redução de tarifas

Setor elétrico discute nível de reservatórios nesta quarta

Custo de térmicas compromete redução de tarifas
O uso de usinas térmicas como alternativa a hidrelétricas pode aumentar conta de luz (Reprodução/Internet)

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O uso de termoelétricas para poupar as represas das hidrelétricas já custou R$ 1 bilhão ao sistema e estima-se que esta conta feche em R$ 1,6 bilhão em janeiro, o que compromete a redução de tarifas prometida pelo governo Dilma.

Leia também: Nível de represas está próximo do pré-racionamento de energia

O custo deverá ser distribuído entre os consumidores ao longo de 2013, já que o valor deste tipo de energia é mais caro.  Até que o repasse seja feito para o bolso do consumidor, as distribuidoras pagam a conta. O aumento afeta mais diretamente o consumidor industrial.

Segundo a Abradee (associação das distribuidoras), cada mês de térmicas a pleno vapor significa um ponto percentual de aumento na conta de luz. Por esse cálculo, a redução nas tarifas anunciada pela presidente Dilma Rousseff em setembro já estaria comprometida em quatro pontos, já que as térmicas estão ligadas desde outubro.

Reunião do setor nesta quarta

O setor elétrico se reúne nesta quarta, 9, para discutir o nível baixo dos reservatórios, diante dos boatos de um novo racionamento de energia. A presidente Dilma Rousseff definiu como “ridículo” cogitar este risco, mas o nível das represas é o mais baixo dos últimos dez anos. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) se reúne em Brasília, às 14h30.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o secretário-executivo do ministério, Márcio Zimmermann, também negaram a possibilidade de novos “apagões” como os de 2001. A redução das chuvas na cabeceira dos rios é a principal causa do baixo represamento.

Os reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste, responsáveis pela produção de 70% da energia hidrelétrica do país, chegaram a níveis similares ao período que antecedeu os “apagões” de 2001, com pouco mais de 28% da capacidade.  No Nordeste, os números foram menores em relação ao ano 2000, marcando 41,2%.

Diferente de 2000, atualmente, o país conta com o dobro de usinas térmicas para sustentar o consumo de energia, mas deste outubro estas operam no limite.

Fontes:
G1 - Setor elétrico se reúne nesta 4ª para discutir baixo nível de reservatórios
Folha de S. Paulo - Custo de térmicas já ultrapassa R$ 1 bi e ameaça redução de tarifa

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1 Opinião

  1. mariajose santos disse:

    eu acho otimo essa reduçao de energia presidenta, por que a eu pago muito caro quanto mais nos economisamos
    mais vem cara espero quer aconteça ficamos muito grato para bems

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