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Crise energética

Dados do setor energético utilizados pelo governo estão defasados

Por falta de informações recentes, governo vem usando dados defasados para analisar a oferta e a demanda de energia. Prática dificulta a estimativa real do tamanho da crise de energia

Dados do setor energético utilizados pelo governo estão defasados
Acredita-se que até mesmo o governo e o mercado desconheça a quantidade de água necessária para as hidrelétricas brasileiras gerarem energia (Reprodução/Internet)

O governo tem utilizado dados defasados para analisar a oferta e a demanda de energia, além da capacidade do sistema elétrico nacional que também não tem informações recentes. Isso dificulta a realização de uma estimativa do tamanho da crise no setor energético. Acredita-se que até mesmo o governo e o mercado desconheça a quantidade de água necessária para as hidrelétricas brasileiras gerarem energia.

Alguns dados batem de frente com os argumentos apresentados pelo governo para a atual crise. O consumo de energia cresceu menos que o previsto para o período e a quantidade de chuvas ficou apenas 13% abaixo da média histórica nos últimos três anos, o que comprova que a seca não é o principal vilão da crise.

O diretor da Coppe/UFRJ e ex-presidente da Eletrobras, Luiz Pinguelli Rosa, afirmou que a água armazenada nos reservatórios da região Sudeste é suficiente para apenas um mês de geração de energia. As represas estão em menor nível do que estavam no racionamento de 2001.

Medo de perder receitas adia revisão

A falta de informações sobre a capacidade de produção de energia das hidrelétricas, algumas delas com mais de 70 anos, se deve a decisão do Ministério de Minas e Energia em prorrogar o prazo de revisão das garantias físicas de 2015 para 2016.

A revisão deveria ter sido realizada há mais de dez anos, para que o governo tivesse a noção exata do quanto cada usina gasta de água para produzir energia. Sem reavaliar, o governo calcula como se trabalhasse com uma hidrelétrica totalmente nova, quando, na verdade, ela gasta mais água do que deveria.

O adiamento constante gera distorções na produção de energia e no gasto de água, o que prejudica o controle dos reservatórios pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Esse atraso se dá por conta do medo dos geradores com a diminuição de receitas que essa revisão poderia significar. Em 2001, a hidrelétrica de Itaipu perdeu grande parte de sua verba após a reavaliação.

“Durante anos essa revisão foi postergada porque não percebíamos essas distorções em anos de hidrologia favorável. Mas o fato de os reservatórios estarem mais vazios ao fim de 2013, em um cenário normal de chuvas, já mostrava que algo estava errado”, concluiu um especialista no setor elétrico.

Fontes:
O Globo-Governo usa dados defasados para estimar água usada pelas hidrelétricas

2 Opiniões

  1. Roberto Santhiago disse:

    Tá tudo errado no setor elétrico e no petrolífero do Brasil, a começar por haver muitos ratos, a roerem a energia e a beberem o petróleo.

  2. jovelino bispo vieira disse:

    SINCERAMENTE…A GENTE FICA NA DUVIDA, DO PT O QUE SURPREENDE MAIS…A MAIOR ONDA DE CURRUPCAO JAMAIS VISTA NA HISTORIA DESSE PAIS OU SUA TOTAL FALTA DE PREPARO E COMPETENCIA PARA GOVERNAR

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