Início » Brasil » Dallagnol planejou monumento à Lava Jato
MENSAGENS VAZADAS

Dallagnol planejou monumento à Lava Jato

Novas mensagens vazadas pelo ‘Intercept Brasil’ apontam que o projeto de marketing, que não chegou a ser concretizado, gerou debates entre procuradores

Dallagnol planejou monumento à Lava Jato
'Isso virará marco na cidade, ponto turístico, pano de fundo de reportagens', disse Dallagnol (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Novas mensagens vazadas pelo site “The Intercept Brasil” e analisadas pelo jornal Folha de S.Paulo apontam que o procurador Deltan Dallagnol idealizou em 2016 uma espécie de monumento à Lava Jato.

Em conversa com colegas em maio daquele ano, Dallagnol afirmou: “precisamos de estratégias de marketing. Marketing das reformas necessárias”.

As novas mensagens vazadas revelam que essa necessidade descrita por Dallagnol resultou na ideia de fazer o monumento, que, por sua vez, seria escolhido por meio da realização de um concurso de escultura, que, por sua vez, deveria representar a operação e as reformas propostas pelos procuradores.

O projeto, que não chegou a ser concretizado, gerou debates entre procuradores, com a chefia do MPF no Paraná e com o então juiz federal Sérgio Moro.

Em mensagem enviada a colegas, Dallagnol descreveu o projeto em detalhes: “A minha primeira ideia é esta: Algo como dois pilares derrubados e um de pé, que deveriam sustentar uma base do país que está inclinada, derrubada. O pilar de pé simbolizando as instituições da justiça. Os dois derrubados simbolizando sistema político e sistema de justiça…”.

O chefe da força-tarefa da Lava Jato apresentou o projeto a Moro, buscando apoio do então juiz federal: “Isso virará marco na cidade, ponto turístico, pano de fundo de reportagens e ajudará todos a lembrar que é preciso ir além… Posso contar com seu apoio?”.

Moro, no entanto, não demonstrou entusiasmo e questionou se não seria “melhor esperar acabar”. Dallagnol insistiu no projeto e ressaltou que a procuradora-chefe no Paraná, Paulo Conti Thá, “adorou e se empolgou”.

O então juiz federal Sérgio Moro acabou se posicionando contra o projeto: “Melhor deixar para depois. Em tempos de crise, o gasto seria questionado e poderia a iniciativa toda soar como soberba”. Na ocasião, Moro disse ainda que iniciativas que parecem homenagens “devem vir de terceiros”.

O chefe da força-tarefa da Lava Jato chegou a argumentar que não haveria gastos dos “cofres público” e que o “candidato faria com patrocínio privado”.

Procurado pela reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o Ministério Público Federal do Paraná ressaltou que, em uma força-tarefa, “diversas vezes iniciativas são cogitadas por seus integrantes ou por terceiros, sendo que muitas não se concretizam após reflexão e ponderações, pelas mais variadas razões”.

Já os procuradores afirmam que não reconhecem as mensagens e que “o material é oriundo de crime cibernético e sujeito a distorções, manipulações e descontextualizações”.

Fontes:
Folha de S.Paulo - Deltan idealizou monumento à Lava Jato, mas Moro previu crítica à 'soberba'

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *