Início » Brasil » Decolagem de genro de senador causa rebelião na Anac
Coluna Esplanada

Decolagem de genro de senador causa rebelião na Anac

Há revolta velada com a indicação do genro do senador Eunício Oliveira, Ricardo Fenelon, para uma das vagas de diretor

Decolagem de genro de senador causa rebelião na Anac
Funcionários e diretores da Anac ensaiam rebelião (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Os funcionários e diretores da Agência Nacional de Aviação Civil ensaiam rebelião. Há revolta velada com a indicação do genro do senador Eunício Oliveira, Ricardo Fenelon, para uma das vagas de diretor. Recém-formado em Direito e recém-casado com a filha do parlamentar, ele era estagiário da Anac. Sua especialização, apontam, é um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) sobre Aviação Comercial. Eunício faz campanha, e passou na terça na liderança do PSDB para pedir apoio. A sabatina será agendada no Senado. O indicado não foi localizado. A Anac e a assessoria do senador não comentam.

Férias frustradas

Circula nos bastidores da Lava Jato que a PF apenas aguarda o desembarque de dois ex-parlamentares no Brasil, hoje de férias no exterior, para algemá-los e voar para Curitiba.

Outra Itaipu

O líder do PT, deputado Sibá Machado, conversa com o chanceler Mauro Vieira. O Brasil pode assinar com a Bolívia memorando para a construção de usina binacional.

É pra já

A turma brazuca e boliviana quer aproveitar a reunião do Mercosul para concretizar as obras. A usina no rio madeira, na fronteira dos países, é promessa de cinco anos atrás.

Comunistas em Cuba

Presidente do PCdoB, a deputada federal Luciana Santos (PE) viaja sábado com comitiva para Havana. Sonha se encontrar com o líder Fidel Castro, inspiração para os comunistas brasileiros, e se apresentar como primeira mulher a presidir o partido. O séquito tem garantia de pelo menos apertar a mão do presidente Raúl Castro.

Olho vivo

Luciana diz que o novo momento de Cuba, com a abertura iminente e o fim do embargo dos Estados Unidos, exige um olhar apurado e de perto do partido. ‘Há um fato novo, os EUA viram que a sua política não deu certo. É um momento de afirmação’.

Corpo a corpo

A passagem na última terça por uma cafeteria do Brasília Shopping foi a segunda visita do governador Geraldo Alckmin em dois meses ao local. Voltará em breve. É o único local em que o tucano faz um teste de popularidade fora de São Paulo. Por ora, tietado.

Ecos da operação

Do deputado Efraim Filho (DEM-PB), sobre a briga o cerco da PF, motivado pelo MP Federal de Janot, ao Congresso: ‘Não era hora de uma briga institucional’.

Cunha x Governo

Acuado, com receio de virar alvo da Lava Jato, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, quer começar pela imprensa a briga com o MP. Chamou a turma para café hoje.

Enredo dos possantes

O senador Collor cravou da tribuna que os carros apreendidos eram seus. Não havia registro deles em seu nome na Justiça Eleitoral. A assessoria não se posicionou. Então os escondeu da Justiça e dos eleitores, mesmo os veículos em nome das empresas.

E fim de papo

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, se impôs na reunião da Executiva Nacional do PDT e sepultou a tentativa da bancada na Câmara derrubá-lo do cargo. A turma era liderada pelos federais Weverton Rocha (MA) e Ronaldo Lessa (AL), de olho na vaga.

Fim de linha

Até a reunião, o ministro conseguiu confirmar apoios oficiais na legenda e se blindou da tentativa de golpe. Como divulgado, cobrada pela presidente Dilma, a bancada tentou empurrar para o ministro a culpa pela votação em peso contra o ajuste fiscal.

Cala-boca

A bancada quis retomar o caso em 30 dias. Mas Dias falou grosso: ‘Se vamos resolver, será agora, não vamos permitir que esses entreguistas de direita controlem o Brasil’.

Tão perto 1

Esse caso do cerco da Lava Jato ao advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU, Aroldo, por tráfico de influência, acendeu o alerta em muitos ministros das cortes superiores que têm parentes diretos advogando em causas que tramitam nos Tribunais.

Tão perto 2

Não é raro encontrar parentes de 1º e 2º graus de ministros do STJ, TCU e STF atuando em causas que as cortes analisam. O casal de filhos do presidente do STJ, Francisco Falcão, tem banca na capital. Mas não há relatos de processos de clientes na corte.

Dedo na tomada

A Coluna revelou que Cedrazinho virou o advogado da Itaipu meses após o pai visitar a direção da hidrelétrica. E adivinha qual tribunal passará a julgar as contas da usina?

Ponto Final

“Hoje, as empresas do comércio e indústria colocam placas de ‘Não temos vagas’. Não é apenas para informar, é porque a demanda está muito alta, e querem mostrar para os desempregados que as vagas foram fechadas”.
Deputado Federal Gilberto Nascimento, suplente da Mesa Diretora.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

1 Opinião

  1. Áureo Ramos de Souza disse:

    Sinceramente eu não gostaria de ser um funcionário da ANAC a mais de 10 ou 20 anos e ver ser colocado em uma direção que poderia ser minha e de outro colega um sujeito que por ser genro de um senador ficar no lugar que poderia ser nosso.Pessoas sem capacidade vai fazer o que vem acontecendo em nosso país onde o ex presidente e a atual não sabem de nada e o país caminha para a terra do nunca.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *