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Defesa solicita liberdade de Lula no STF

Advogados apontam suposta atuação partidária de Moro no processo que julgou e determinou a prisão do ex-presidente Lula

Defesa solicita liberdade de Lula no STF
Documento pede ainda a nulidade do processo e a suspeição de Moro (Foto: Agência Brasil)

Os advogados do ex-presidente Lula impetraram, no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de liberdade nesta segunda-feira, 5. A solicitação acontece dias após o juiz federal Sérgio Moro aceitar o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para comandar o Ministério da Justiça.

No documento, a defesa do ex-presidente solicita a nulidade de todo o processo, a liberdade de Lula, que está preso em Curitiba desde abril deste ano, e a suspeição de Moro. Segundo os advogados de Lula, Moro manteve contato com a cúpula de Bolsonaro durante a corrida eleitoral, inclusive em agosto, quando o ex-presidente liderava as intenções de votos, segundo pesquisas.

“Moro compareceu a sucessivos eventos organizados por adversários políticos do Paciente, mas nunca por seus correligionários, (v) abandonou suas férias, em plena manhã de domingo, para despachar quando não havia sido convidado, tão somente para impedir a soltura do Paciente, (vi) levantou parcialmente o sigilo de delação premiada que prejudicava o Paciente às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais, (vii) aceitou servir como Ministro de Estado do principal opositor político do Paciente; tudo isso sem esquecer de que (viii) conferiu apoio público à manifestação realizada contra a agremiação partidária do Paciente, ainda em 2016”, apontou a defesa.

Ademais, os advogados de Lula apontaram “fatos novos”, o que tornaria necessária uma retrospectiva do processo, destacando uma possível “atuação do magistrado [Moro] em desfavor do Paciente [Lula]”. Por Moro ter aceitado um “relevante ministério” no governo do “opositor político” do ex-presidente, a defesa pede que a “imparcialidade” seja preservada.

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2 Opiniões

  1. Bergson Melo disse:

    Tudo subjetivo. Contra provas não há argumentos. Essa é a máxima envolvendo essa questão e não argumentos subjetivos, os quais não não alteram o valor e a materialidade das provas que condenaram o senhor Inácio. Ademais, o exame das provas passaram pelo crivo de mais relevantes autoridades em julgamento.

  2. Moura disse:

    O apedeuta da Garanhuns continua na pose de vítima e perseguido. Foi condenado com provas testemunhais, documentais e periciais no caso do Triplex. Ontem um Engenheiro de uma grande construtora confirmou que a empresa pagou a reforma do sítio em Atibaia (outro processo em julgamento). Vai ficar difícil para o apedeuta, que é simplesmente mais um politico preso, manter a pose de “preso politico” com tantos processos nas costas…

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