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Demarcação de terras indígenas não avança no governo Dilma

Para a irritação de antropólogos, sertanistas e tribos indígenas, além de reduzir o ritmo da demarcação, governo cortou o financiamento da Funai

Demarcação de terras indígenas não avança no governo Dilma
Índia da tribo Embera fotografada pelo National Geographic. Demarcação no Brasil empacou no governo Dilma (Foto: CHRISTIAN WILKINSON/National Geographic Creative)

Sob a liderança da presidente Dilma, a demarcação de terras para povos indígenas – isolados ou não – praticamente cessou. Recentemente, o Brasil reduziu o orçamento da Funai. Antropólogos, grupos indígenas e sertanistas irritados apontam para a corrida por terras da Amazônia como a razão. Uma vez que a terra é demarcada, ela não pode ser vendida para investidores privados ou públicos.

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O Brasil mantém o tipo de engajamento com povos indígenas isolados criado por missionários no final do século 19, quando a Amazônia era considerada uma fronteira a ser domada. Funcionários do governo construíram pequenos postos fronteiriços na selva, plantaram pequenas hortas e deixaram que as tribos colhessem seus frutos. A ideia era que, atraídas por um primeiro contato positivo, as tribos isoladas passariam a trocar enfeites e produtos florestais por ferramentas e objetos de metal, sendo inseridos gradualmente na força de trabalho.

Mas o contato repentino com a civilização espalhou doenças devastadoras e criou uma dependência debilitante. O Nambikwara, por exemplo, era uma tribo de cerca de 5 mil pessoas por volta de 1900. No final dos anos 1960, restavam apenas 550. Os antropólogos e os sertanistas brasileiros comparam a política ao genocídio.

Fontes:
The New York Times - Do the Amazon´s Last Isolated Tribes Have a Future?

3 Opiniões

  1. Ludwig Von Drake disse:

    Alguns mitos precisam ser quebrados: o modo de vida indígena, ao contrario do que se pensa, é extremamente danoso para a natureza. Eles fazem queimadas, caçam e coletam até não ter mais nada, depois procuram outro lugar. O impacto ambiental só é pequeno porque eles são poucos milhares. Imaginem se fossem milhões … o planeta não resistiria.

  2. isam disse:

    Não tem que demarcar terra alguma para essas criaturas que só querem benefícios, sem produzirem nada, mas sim anular as já demarcadas que estão sendo exploradas (minérios de muito valor, principalmente) pelos espertalhões disfarçados de missionários, etc, quase todos estrangeiros. Uma ameaça à soberania nacional no futuro.

  3. Roberto Ebelt disse:

    Uma boa notícia, entre tantas desgraças.
    Não faz o menor sentido manter uma população inteira de Homines Sapientes (esse plural é só para incomodar a dimalvada) com ENORMES extensões de terra em pleno Neolítico, apenas para meia dúzia de “cientistas” verem o que acontece.
    Tragam esses homens e mulheres para o século 21 e que eles aprendam a ganhar a vida produzindo alguma coisa.
    A sociedade de caça e coleta já acabou faz 10.000 anos.

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