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SAÚDE

A demora na análise de casos de febre amarela

Quase dois terços dos 1.431 casos notificados ainda estão sem solução

A demora na análise de casos de febre amarela
As primeiras manifestações da doença são: dor de cabeça intensa, dor muscular, naúseas e vômitos por cerca de três dias, febre alta, calafrios e cansaço (Foto: Reprodução)

Há 1.431 casos notificados de febre amarela no país. Mas quase dois terços deste número ainda estão sem confirmação. Apesar de o alerta da doença ter sido feito em janeiro, apenas 504 casos tiveram sua análise concluída (379 foram confirmados e 125, descartados). Ou seja, 927 continuam em investigação.

Leia mais: Rio amplia vacinação contra febre amarela a toda população

As primeiras manifestações da doença são: dor de cabeça intensa, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias, febre alta, calafrios e cansaço. Na forma mais grave da doença pode haver insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele avermelhados) e hemorragia.

Por que a demora?

Uma das possíveis razões para a demora na análise do caso é o atraso na realização do teste laboratorial. Quando o teste é feito de forma tardia, dias após o aparecimento de sintomas, há o risco do resultado ser inconclusivo. Isso obriga a repetição do teste e faz com que outros fatores sejam considerados, como o histórico do paciente, onde ele vive e se foi vacinado.

Para piorar, há problemas identificados nos laboratórios. O laboratório Funed, referência para a doença em Minas Gerais, só recebeu insumos para o teste que identifica fragmentos do vírus em fevereiro, apesar do estado ser considerado área de risco para febre amarela há anos. Em nota, o Ministério da Saúde informou estar se esforçando para reduzir os prazos para investigação e atribui a demora na confirmação à complexidade da análise.

A estimativa é que uma pessoa fique protegida 15 dias depois de receber a vacina contra a febre amarela. No entanto, áreas consideradas de maior risco para a doença continuam exibindo níveis de cobertura vacinal abaixo do que seria considerado seguro. Segundo o Ministério da Saúde, 74% da população que reside em área considerada de maior risco em Minas Gerais foi vacinada. Em São Paulo, nas regiões onde a vacina é recomendada, a cobertura atinge 72,48%. Na Bahia, as cidades consideradas de risco apresentam 72% da população vacinada. No Espírito Santo, o percentual é de 58%.

Fontes:
Estadão-Governo tem dificuldade para analisar 2/3 dos casos suspeitos de febre amarela

1 Opinião

  1. olbe disse:

    ALERTA!!! E tem um alerta que não está sendo divulgado. As pessoas com mais de 60 anos não devem ser vacinadas pq , como tem a imunidade mais baixa elas podem adquirir a doença. Isto serve para todas as pessoas debilitadas.

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