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BASE ALIADA

Denúncia eleva pressão no PSDB por saída do governo

Denúncia da PGR contra Michel Temer deu força aos tucanos que defendem a saída do partido da base aliada do governo

Denúncia eleva pressão no PSDB por saída do governo
Em reservado, tucanos dizem que debandada é questão de tempo (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer pelo crime de corrupção passiva fez crescer a pressão interna no PSDB pela saída da base aliada do governo.

Considerado um aliado crucial para o Planalto, o PSDB vem enfrentando um racha entre seus parlamentares. De um lado, estão os tucanos “cabeças pretas”, apelido dado internamente em oposição aos “cabeças brancas”, tucanos mais velhos que integram a cúpula do partido. O primeiro grupo lidera o movimento de desembarque do governo desde que veio à tona o escândalo da gravação da JBS. Já o outro grupo defende uma postura mais pragmática.

Em uma reunião no dia 13 deste mês, o partido decidiu continuar na base aliada, em parte por temor à ascensão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (PMDB-RJ), à presidência. Isso porque, caso Temer seja deposto, Maia assumirá a presidência e convocará eleições indiretas, nas quais ele é o mais cotado para vitória. Na avaliação dos tucanos, se a situação está ruim com Temer, ficará ainda pior com Maia.

Porém, a denúncia protocolada pelo procurador-geral Rodrigo Janot pode mudar essa decisão. Especialmente após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso propor a renúncia de Temer em um artigo publicado esta semana no jornal Folha de S. Paulo. Nele, FHC propôs que Temer tenha “a grandeza de abreviar seu mandato” e defendeu a convocação de eleições gerais no país.

A proposta irritou Temer. Para impedir que ela ganhasse força, ele orientou seus assessores e auxiliares a não tecerem nenhum comentário sobre o assunto. Apesar disso, a proposta de FHC teve impacto no PSDB e enfraqueceu os parlamentares do partido que defendem a permanência no governo. Em caráter reservado, fontes tucanas disseram ao jornal Estado de S. Paulo que a saída do governo “é uma questão de tempo”.

Atualmente, o PSDB controla quatro ministérios: Cidades (Bruno Araújo), Relações Exteriores (Aloysio Nunes), Direitos Humanos (Luislinda Valois) e Secretaria de Governo (Antonio Imbassahy). Entre os ministros tucanos, Imbassahy e Nunes são os mais engajados em manter o partido na base aliada.

Fontes:
Estadão-Denúncia dá força a nova onda de pressão no PSDB
Folha-Proposta de FHC de 'abreviar mandato' irrita presidente

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3 Opiniões

  1. laercio disse:

    Tucanos cabeças brancas, cabeças pretas e sem cabeça (FHC) devem romper de imediato com o governo, se for o caso, restitui a base aliada!
    Não se compactua politicamente e nem na vida com uma pessoa cheia de más referências!

    Até na vida comum, quando vamos entregar alguém, pedimos atestado de antecedentes ou referência!…

    Não se alia a quem está no governo apenas para se defender devido o grande número de denuncias…

  2. Áureo Ramos de Souza disse:

    Temer deveria ler a Bíblia e ler que: O POUCO COM DEUS É MUITO E O MUITO SEM DEUS É NADA. Será retirado do cargo que tomou de Dilma, será um ladrão preso e sem escrúpulo. Não seria melhor o pouco?

  3. Markut disse:

    Entende-se a cruel dúvida do PSDB, quanto ao desembarque.
    Afinal, rabo preso todos têm.

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