Início » Brasil » Departamento de Justiça dos EUA cita propina da Odebrecht
DOCUMENTOS REVELADOS

Departamento de Justiça dos EUA cita propina da Odebrecht

Documentos tornados públicos pela Justiça americana mostram detalhes de pagamentos de propina a empresários e políticos brasileiros

Departamento de Justiça dos EUA cita propina da Odebrecht
Entre os casos relatados está a discussão do acordo de segurança ambiental entre a Odebrecht e a Petrobras (Foto: ABr)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornados públicos esta semana revelam que 14 pessoas, entre políticos brasileiros e servidores estatais, receberam propina para facilitar os interesses das empresas Odebrecht e Braskem, braço petrolífero do grupo que fechou acordo de leniência coma Justiça americana este mês.

Nos documentos, o Departamento de Justiça não identifica por nome as pessoas que foram pagas, apenas associando-as de forma vaga aos seus respectivos cargos. Na relação, estão “membros do alto escalão do governo”, dois “ministros”, “membros de estatais brasileiras”, “diretor da Petrobras” e “político do alto escalão do Legislativo do Brasil”.

Entre os casos relatados, está a discussão do acordo de segurança ambiental firmado em outubro de 2010 entre a Odebrecht e a Petrobras. Segundo os documentos, a Odebrecht ganhou o contrato depois de repassar mais de US$ 40 milhões (R$ 133,3 milhões) para alguns partidos políticos brasileiros. De acordo com investigações da Operação Lava Jato, o dinheiro foi pago pela área da empreiteira responsável pelo pagamento de propinas.

Além das propinas, os documentos relatam que, em 2010, a Braskem tentou resolver disputas de impostos travadas nos estados através do Congresso Nacional. A medida, que faria a empresa pagar muito menos impostos com a venda de seus produtos, era categorizada como prioridade.

Depois da aprovação da lei, a Braskem pagou R$ 4 milhões para um parlamentar, identificado como “servidor número 7”, suposto membro do alto escalão do Legislativo brasileiro, de acordo com a Justiça americana.

Em delação premiada ao Ministério Público brasileiro, o ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, disse ter pago R$ 4 milhões a Romero Jucá (PMDB-RR) para a aprovação de uma lei que ajudava a resolver conflitos de impostos.

Fontes:
Folha de São Paulo-Documentos dos EUA sobre a Odebrecht citam receptores de propina

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

1 Opinião

  1. Markut disse:

    Diante deste tsunami mundial de barbáries de todos as formas,em 2016, haverá tempo para uma mudança radical de paradigmas, antes do Apocalipse ?.

    É a nossa sobrevivência ,como sociedade civilizada, que está em jogo.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *