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Deputado quer fundar dia em memória à facada em Bolsonaro

Conhecido pelo PL Neymar da Penha, Carlos Jordy (PSL) apresenta projeto para criar Dia de Combate à Intolerância Ideológica, a ser celebrado em 6 de setembro

Deputado quer fundar dia em memória à facada em Bolsonaro
Segundo Jordy, 'a intolerância traz consigo a Ditadura do Politicamente Correto' (Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) impetrou, na última quarta-feira, 28, um projeto de lei para instituir o Dia Nacional de Combate à Intolerância Ideológica no Brasil. A data seria celebrada em 6 de setembro, dia em que o então presidenciável Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante a campanha.

A data ficaria marcada no calendário oficial da brasileiro, sendo celebrada anualmente. Em sua justificativa, Jordy afirmou que o “crescimento desta intolerância traz consigo a Ditadura do Politicamente Correto”. Ademais, citou o “risco de retorno de práticas terroristas”, fazendo alusão a “grupos revolucionários de esquerda nos anos 1960”.

De acordo com o Artigo 2º do Projeto de Lei (PL) 4.762/2019, caberá ao Estado apoiar a sociedade civil na promoção de campanhas e seminários para a reafirmação da democracia e o direito da liberdade de pensamento e de expressão.

“Nos últimos anos, o Brasil tem sido palco de constantes confrontos ideológicos, não somente entre partidos políticos, mas também entre parcelas da sociedade. As ideologias modernas e contemporâneas racionalizam e justificam paixões muitas vezes de forma exagerada, que ao invés de promoverem um debate restrito às ideias, passam à violência física ou difamatória”, justificou o parlamentar.

Além disso, o parlamentar reforça que o agressor de Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira, era filiado ao Psol antes de cometer o crime e teria agido contra o então presidenciável por divergências político-ideológicas. No último mês de julho, Adélio Bispo foi considerado imputável e o processo foi encerrado.

O deputado federal Carlos Jordy ganhou às manchetes no último mês de junho, quando protocolou o PL 3.369/2019 – que em seguida foi apensado ao PL 3.361/2009. O PL de Jordy, que previa o agravamento de pena por denunciação caluniosa de crimes contra a dignidade sexual, foi impetrado na época em que o jogador de futebol Neymar Junior sofria com acusações de estupro. Por isso, foi apelidado como “Neymar da Penha”.

“O projeto Neymar da Penha já é o 1º no trending topics do Brasil e o 9º do MUNDO. Repito: nunca demos esse nome, mas a gravidade do assunto fez com que pessoas se sensibilizassem e fizessem uma comparação com a lei Maria da Penha. Estupro não é brincadeira!”, escreveu Jordy na época, também adotando o popular nome do projeto.

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4 Opiniões

  1. Rogerio Faria disse:

    Esse deputado tem cara de maluco. É só olhar a foto.
    Daqui a pouco vai mandar um projeto de lei para decretar feriado nacional em homenagem a morte do Cel. Brilhante Ustra, Del. Fleury, etc.
    Tempos sombrios estamos vivendo.

  2. DINARTE DA COSTA PASSOS disse:

    Seria bom que instituísse este dia como o “Dia de Combate a Intolerância e a Discriminação Ideológica”, pois dessa forma mandaria a maioria dos Bolsonaristas para a cadeia.

    É BOM DEMAIS PARA QUE SEJA INSTITUÍDO ESTA EFEMÉRIDE, SERÁ QUE VÃO CORRER O RISCO DE FAZER O FEITIÇO VIRAR CONTRA O FEITICEIRO. Kkkkkk! Só rindo mesmo.

  3. Priscila disse:

    É muita falta do que fazer.O país está um caos, precisando de varias leis e inventam essas palhaçadas de “dia”. Esqueceram que Eduardo Campos foi assassinado!? Nem comentado é… a população quer é dignidade…segurança,emprego,comida barata, saúde de qualidade, educação de excelência….princípios básicos que não temos.

  4. Selma Carvalho disse:

    Concordo que o Brasil e os brasileiros tem muito mais coisas urgentes para aprovar e se preocupar, inclusive não dar tanta atenção ao sensacionalismo da nossa imprensa. Claro que as manchetes são para despertar a curiosidade, mas, quando leva um “que” de maldade, torna-se pequena diante do verdadeiro trabalho.
    Embora isso serve também para exercitarmos o cérebro.
    A manchete diz: “Deputado quer fundar dia em memória à faca em Bolsonaro” …. penso logo: – “É falta do que fazer” … ai começo a ler e: – “o deputado quer fundar o DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA IDEOLÓGICA NO BRASIL, e escolheu o dia 6/setembro, aquele em que o Bolsonaro levou a facada….
    Ai começo a ler o Projeto de Lei e…… enfim, EU consegui separar o joio do trigo, mas ….

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