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Coluna Esplanada

‘Deputado’ sem mandato emplaca terceirização e reforma tributária

O goiano Sandro Mabel (PMDB), sem mandato desde 2013, tornou-se o ‘deputado’ mais poderoso da Câmara

‘Deputado’ sem mandato emplaca terceirização e reforma tributária
Sandro Mabel tem trânsito livre no gabinete do presidente Eduardo Cunha (Fonte: Reprodução/sandromabel.com.br)

O cenário de crise entre Poderes tão imprevisível é capaz de gerir um case político surreal. O goiano Sandro Mabel (PMDB), sem mandato desde 2013, tornou-se o ‘deputado’ mais poderoso da Câmara, com trânsito livre no gabinete do presidente Eduardo Cunha. É de autoria de Mabel o PL da regulamentação da terceirização de trabalho, desengavetado e aprovado na Casa, que entrará na pauta do Senado com vistas à sanção presidencial. E Cunha anunciou que deve aprovar agora a reforma tributária, numa emenda aglutinativa com base em projeto antigo de Mabel. ‘É o melhor projeto’, justifica o ex-deputado, sem modéstia. E adianta o que levou ao acordo, em suma: ‘Prevê ICMS unificado para todos os setores e cobrança de alíquota maior no destino’.

Ponte aérea

Mabel, que toca suas empresas, fará agenda mista agora. Esteve com Cunha e o relator da comissão especial da reforma, André Moura. Acompanhará de perto o processo.

Tripé

Em palestra no ‘Visão Capital’ do JBr, network de empresários, Cunha disse que pilares da reforma são incentivos fiscais, reposição de alíquotas e ICMS cobrado no destino.

Desconversa

Mabel diz que não tem pretensões políticas nem em Goiânia ou Brasília, e pretende ‘apenas ajudar neste momento’.

Reprodução do Luleco

O ‘Luleco’, o boneco inflável e gigante representando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usado no protesto de Brasília, que se tornou viral na internet, vai ganhar irmãos. O Movimento Vem pra Rua mandou fabricar mais. O primeiro custou R$ 12 mil e é mantido em lugar sigiloso, para não atiçar a ira dos petistas.

Foi vaquinha

A ideia dos idealizadores do Luleco, que fizeram ‘vaquinha’ para bancar o inflável, é incitar os cidadãos a colaborarem para a confecção de bonecos em todas as capitais. Deve seguir o padrão 13-171. Alvo da turma, até ontem Lula não se pronunciara.

Dia de folga…

Esplanada, 14h30, pista lateral do Itamaraty: uma senhora desceu de um Jeep Renegade zero, chapéu de praia e suco à mão, e se juntou aos 5 mil no gramado do Congresso pela derrubada do veto presidencial, pró-reajuste de até 78% (!) para servidores da Justiça.

Síndrome do Pobre

Caso do calote aos motoristas chamou a atenção de diplomatas: Dilma não tem dinheiro para pagar conta de luz de algumas embaixadas, mas aluga limusine em Nova York.

De Limusine?

Eduardo Cunha vai para Nova York semana que vem. Representa o Congresso brasileiro em evento da União Internacional Parlamentar na ONU.

Dossiê contra

O pastor e deputado federal Gilberto Nascimento (PSC-SP) debruçou-se no fim de semana sobre relatórios médicos com perfil dos dependentes químicos no País. O que reforçou seu discurso, ontem, contra a descriminalização do porte de drogas em debate no STF. Diz esperar um resultado ‘que defenda os valores da família, da vida’.

Parou por quê?

Aprovada sob rigor na Câmara, a lei antiterrorismo do Brasil parou no Senado. Entidades internacionais que acompanharam a pauta no Salão Verde fizeram reclamações chegar ao Planalto.

Preço da fé

Dois dias após a prisão de líderes de seita de estelionatários em Minas, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara analisa parecer de projeto do presidente Cunha, que isenta de impostos e qualquer tributação templos de todas as religiões.

Afago geral

A operação para a filiação no PSDB do governador de Mato Grosso, Pedro Taques, como antecipou a Coluna, envolveu ontem telefonemas de Aécio Neves e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Taques e um séquito deixam o PDT no estado.

Leiloado

O senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO) parabenizou a articulação de Aécio pela ‘Aquisição’ de Taques. O governador analisava convite também do PSB.

Só tem pra outubro

O Governo do DF procura desesperadamente de onde tirar do caixa (quase vazio) dinheiro para pagar o funcionalismo em novembro e dezembro.

Ponto Final

Sem recall: mesmo alvo da PF por forte suspeita de receber R$ 20 milhões do petrolão, o senador foi poupado. Ninguém gritou ‘Fora Collor!’ nos protestos de domingo.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

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