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Política

‘Derrota não nos abate’, diz ministro sobre rejeição de decreto presidencial

Gilberto Carvalho afirmou que o governo não desistirá de tornar constitucional e estável o processo de participação social

‘Derrota não nos abate’, diz ministro sobre rejeição de decreto presidencial
Para Carvalho, ao não aceitar o decreto, os parlamentares agiram contra o desejo de participação do povo brasileiro (Reprodução/internet)

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta quarta-feira, 29, que a derrubada, na última terça-feira, 28, pela Câmara dos Deputados, do decreto presidencial que criou a Política Nacional de Participação Social, demonstrou a vontade de se impor uma derrota política à presidenta Dilma Rousseff. Na última quarta-feira, 29, o presidente do Senado, Renan Calheiros, declarou que os senadores também irão vetar o decreto.

Segundo Carvalho, o governo não desistirá de tornar constitucional e estável o processo de participação social. “Na prática esse decreto mexia tão pouco com as estruturas. É uma vitória de Pirro, uma vitória que não significa nada a não ser a vontade conservadora de impor uma derrota política à presidenta. Mas é uma derrota que não nos abate”, disse se referindo à expressão vitória de Pirro usada para expressar uma vitória com ares de derrota.

“Nunca falamos em inventar conselhos, falamos simplesmente em organizar e aprofundar a participação social. Eles não entenderam isso, mas não desistiremos dessa luta para tornar estável o processo de que a participação social seja um método de governo no nosso país”, acrescentou.

Para Carvalho, ao não aceitar o decreto, os parlamentares agiram contra o desejo de participação do povo brasileiro. “A meu juízo, nada mais anacrônico, mais contra os ventos da história, nada mais do que uma tentativa triste de se colocar contra uma vontade irreversível do povo brasileiro que é a vontade da participação. O povo brasileiro não aceita mais uma postura de mero espectador”, acrescentou ao discursar na abertura da 42ª Reunião Nacional do Conselho das Cidades.

Na avaliação do ministro, a derrota de ontem mostra que a presidenta Dilma Rousseff tem razão ao considerar que a reforma política só ocorrerá com uma forte mobilização social e popular.

Ao ser perguntado por jornalistas sobre o apoio de integrantes do PMDB, partido da base aliada, na derrubada do decreto, o ministro respondeu que havia setores do partido que tinham tomado a decisão de derrotar a proposta do governo e que não se deve confundir essa atitude com o conjunto do partido. “Prefiro considerar esse um episódio isolado que não afeta nossa aliança com o PMDB”.

A rejeição do decreto pelos deputados se deu com a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1.491/14, apresentado pela oposição, anulando o decreto presidencial. O PDC tem agora que ser apreciado pelo Senado Federal. O decreto presidencial foi publicado em maio deste ano e, desde então, os partidos de oposição tentam anular o decreto com o argumento, entre outros, de que ele invade as prerrogativas do Legislativo.

O ministro também comentou o resultado das eleições presidenciais e disse que a reeleição da presidenta Dilma Rousseff aumentou a responsabilidade do governo em apressar os processos, superar limites e corrigir erros.

Para Carvalho, o Brasil não ficou dividido após a eleição. “O fato de um ter votado na Dilma e o outro no Aécio, não nos separa. Nos separa os que tentaram plantar o ódio, mesmo a esses temos que lançar o apelo de que esse não é o caminho”, disse.

 

Fontes:
Agência Brasil-"Derrota não nos abate", diz ministro sobre rejeição de decreto presidencial

6 Opiniões

  1. Markut disse:

    Claro que nada os abate.
    Instaurada a cooptação, e conhecedores da frágil natureza humana, altamente corruptível, nada os impedirá no caminho do bolivarianismo, falado em português.
    Se o Brasil pudesse se mirar nos exemplos do Peru, Chile e Colômbia, a Aliança do Pacífico, igualmente constituídos de seres humanos faliveis, o país teria muito a ganhar.
    Razão tem André Luiz D. Queiroz, mas como não tolerar se não temos massa crítica que se oponha , visto que o “ignorante racional”, que é o nosso eleitor, não tem a menor noção do que se passa nos subterrâneos do poder.?
    Sendo a carniça muito apetitosa, as aves de rapina sobrevoam o local insistentemente.

  2. helo disse:

    Nada parece abater Gilberto Carvalho. É uma espécie de Putin de 40 anos atrás. Sandra já votei. Obrigada.

  3. André Luiz D. Queiroz disse:

    Acho que ainda pior do que Dilma Rousseff na presidência, é Gilberto Carvalho como ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República! É conferir a biografia de Gilberto Carvalho (sugestão: vide http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilberto_Carvalho) e concluir que ele a “eminência parda” do atual (des)governo que o direciona para uma ideologia ‘bolivariana’ totalitária. Que a gestão econômica de Dilma Rousseff na Presidência da República seja um fracasso, tropeçando a todo momento em suas convicções esquerdistas estatizantes, a gente até… ‘tolera’ (afinal, como dizem: “só erra quem tenta!”). Mas essas mancomunações para dominar o Estado por meio de ‘conselhos populares’ (que não precisam ser ‘inventados’! Eles já existem, e são integralmente atrelados à ideologia petista!), suprimir a liberdade de imprensa sob o pomposo nome de ‘controle social da mídia’ (um eufemismo para censura!), e outras tantas ideias sórdidas dessa turma que rodeia o poder ‘como moscas no mel’, isso não dá pra tolerar não!!

  4. willians rodrigues gomes disse:

    Sandra, muito obrigado pela informação. Já votei e repassei a mensagem para algumas pessoas de bem que conheço.

    “Para o triunfo do mal basta que os bons fiquem de bra­ços cruzados.” (Edmund Burke)

    .

  5. Sandra disse:

    CAROS AMIGOS, VAMOS ENTRAR NO SITE DO SENADO E VOTAR!!!

    Para quem quer construir a mudança desde hoje, e ainda não deu sua opinião, eis aqui uma oportunidade: Dilma edita medida provisoria 657-14 alterando uma lei de 1996 para que o Diretor Geral da Polícia Federal seja indicado sempre pelo presidente.

    Isso dará a Dilma o controle absoluto da Policia Federal para impedir investigações de corrupção.

    Podemos dar nossa opinião na página do Senado.

    Onde também podemos acompanhar o texto, suas alterações e a atuação dos senadores que fazem parte da comissão.

    http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaotexto?id=155311

    Atenção: Além de clicar no site o voto deve ser confirmado através de link recebido por e-mail!

  6. helo disse:

    Dividir o país fez o PT, com calúnias e mentiras. Não dá para acreditar que fará diferente. Não há diálogo, os corruptos estão livres e a inflação e o crescimento zero fará mal a todos os brasileiros, ricos e pobres.

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