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Falta de recursos

Desistência de consórcios deve adiar leilão do trem-bala

Empresas brasileiras que compunham o consórcio coreano 'desistem' de leilão. Chineses, franceses e espanhóis também saem da disputa

Desistência de consórcios deve adiar leilão do trem-bala
Trem-bala coreano começou a operar em 2004, 12 anos depois de seu lançamento (Fonte: IG)

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Empresas brasileiras anunciaram nesta quinta-feira, 25, que vão desistir do leilão do trem-bala, que estava previsto para acontecer no próximo dia 29. A desistência de empreiteiras brasileiras esvazia a negociação, já que elas estavam associadas com o consórcio coreano, o único que ainda anunciava interesse. Sem ele, o governo se vê obrigado a dar um prazo para o grupo se reorganizar ou adiar o leilão.

Outro motivo para prorrogar o prazo seria a desistência dos chineses se o leilão acontecer semana que vem. Os franceses e espanhóis também já anunciaram suas desistências. É esperado que os alemães e japoneses façam o mesmo, mapesar de não haver um anúncio oficial.

Recursos escassos

O capital social da empresa privada do trem-bala será de pelo menos R$ 7 bilhões. Segundo fontes, as empresas coreanas iam colocar até R$ 2,5 bilhões, e as brasileiras R$ 2 bilhões. Com o R$ 1,5 bilhão cedido pela Invepar, faltaria ainda R$ 1 bilhão para o consórcio.

Com a desistência de empresas brasileiras, o grupo coreano desistiu por não ter recursos. O grupo, no entanto, afirmou por meio de sua assessoria que vai apresentar uma proposta nova com 19 empresas garantidas, mas não informou quais.

Uma das empreiteiras que desistiu do consórcio foi o Grupo Bertin. O anúncio foi feito após duas empresas do grupo (Contern e Cibe) ganharem o leilão de trechos do Rodoanel, em São Paulo. O grupo estaria sem recursos para participar. O projeto do trem-bala está estimado em R$ 33,1 bilhões.

Ministério Público pede suspensão

O Ministério Público Federal recomendou, nesta quinta-feira, 26, a suspensão da licitação do trem-bala à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O motivo para a suspensão seria as falhas no estudo técnico da obra. Um dos problemas apresentados foi a falta de precisão nos custos da obra, por exemplo, com terraplanagem.

A ANTT tem até o dia do leilão — na próxima segunda-feira, 29 — para informar ao Ministério Público quais serão as providências tomadas.

Leia mais:

Leilão do trem-bala será dia 29 de novembro

Trem-bala: União garante até R$ 20 bilhões do BNDES

Fontes:
Folha.com - Sem consórcio coreano, governo deve adiar leilão do trem-bala
Folha.com - Ministério Público pede suspensão da licitação do trem-bala por falhas técnicas

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3 Opiniões

  1. cesar henrique arthou disse:

    Felizmente esta concorrencia está adiada. No momento em que estamos, de um novo governo que toma posse, não é hora de decidir um negocio desses. Muitos dizem que esta obra é inviavel pelo custo e pela sua utilização.
    Isso é assunto para daqui há um ano.

  2. Markut disse:

    Esta história do trem bala é bem o paradigma do descaso, rabo preso e irresponsabilidade dos nossos gestores públicos, querendo enfiar à nação , pela goela abaixo, uma iniciativa que todos os meios técnicos não compromissados já se revelaram francamente contrários.
    Quanto mais não fosse, pela injustificada priorização , num ambiente em que a nossa infraestrutura anda desastrosamente esfacelada.

  3. Genivaldo disse:

    Se estivessemos construindo trens a muito tempo com a rede ferroviária federal não caisse na falencia não precisavamos de importar tecnologia de fora, mais ainda infelizmente não aprendemos a caminhar sozinho. Eita Brazil.

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