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COLUNA ESPLANADA

Dilma cobra apoio da base a Barbosa

Ciente do perigo de Nelson Barbosa ganhar a antipatia do PT e outros partidos da base, a exemplo de Joaquim Levy, a presidente agiu rápido

Dilma cobra apoio da base a Barbosa
Presidente pediu apoio incondicional ao ministro da Fazenda (Foto: EBC)

Ciente do perigo de Nelson Barbosa ganhar a antipatia gratuita do PT e outros partidos da base, a exemplo do surrado Joaquim Levy, a presidente Dilma Rousseff agiu rápido. Mandou mensagens para os líderes do Governo no Congresso e Câmara, e recebeu a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente da Comissão Mista de Orçamento. O recado para os três foi o mesmo: precisa de apoio incondicional ao ministro da Fazenda, de afinidade das bancadas na aprovação a tudo o que o ministro da Fazenda pedir ao Congresso, sob risco de nada andar, como aconteceu com o antecessor.

Língua afiada & chá

Antes do encontro com Dilma, com chá, a senadora engrossou a lista dos insatisfeitos com a escolha: “Ele terá que trabalhar muito para alcançar a credibilidade” (de Levy).

Apanhou muito

Dilma sabe que Levy foi alvo da implicância gratuita da ala majoritária do PT, e a antipatia ecoou em outros partidos. Levy fez o que pode. Mas a base não ajudou.

Memória da crise

Aos amigos, Levy tem se queixado da sua fritura política exposta em rede nacional. Nem esquece que o derrubaram literalmente no TCU, no corre-corre com a imprensa.

Cunha preso

No País em que tudo vira piada, mais uma, em tempos de tensão. Viralizou nas redes sociais a notícia da prisão de Eduardo Cunha. Internautas mais afoitos confundiram – propositadamente ou não – o vereador de Lagoa Santa (MG), Eduardo Cunha Faria (PRB), com o presidente da Câmara. O Cunha mineiro atropelou um ciclista. O Cunha da Câmara, na mira do STF, quer tratorar a presidente da República.

Você acredita?

Nestes tempos bélicos, nem Papai Noel acreditou no espírito natalino dos dois personagens. “Mais uma chance de semear o amor junto a quem queremos bem”, divulgou o presidente do Conselho de Ética da Câmara. E Cunha, no Twitter: “Tempo de agradecer ao Senhor, para que hoje tivéssemos vida em abundância”. 

Tô nem aí

No dia em que a PF da Lava Jato fazia devassa na casa do atual ministro do Turismo, Henrique Alves, o ex-titular da pasta Gastão Vieira (PMDB-MA) vagava pela Câmara. “Vim conversar com os companheiros para entender o que está acontecendo”.

Cabra acordou!

Caiu a ficha do líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), que parecia sofrer de Alzheimer ao citar repetidamente que 2015 foi um ano bom, sem brigas na Câmara etc.  A um jornal da terra natal, Guimarães recuou: “A coalizão faliu.” 

Saiu de fininho

O ministro-político Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, fugiu dos holofotes após estrelar no julgamento que rechaçou as contas da presidente Dilma. Tem se reservado a agendas internas e fala apenas aos próximos sobre o processo.

Marchas murchas

Diante do esvaziamento das manifestações contra o PT, Lula e a presidente Dilma Rousseff, um entusiasta organizador dos protestos desabafou em frente ao Congresso: “A classe alta não nasceu para ir às ruas; nasceu em berço esplêndido e cresceu com ar-condicionado”.

Ponto Final

“Apenas decisões difíceis podem trazer o Brasil de volta a seu caminho”, resume a nova edição da revista britânica The Economist, com foto gigante da presidente Dilma. 

 

Com Equipe DF, SP e Nordeste

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2 Opiniões

  1. Silva, Samuel disse:

    Esse “governo” já era! Temos que buscar outras alternativas, mesmo que seja temporária: Os Militares.

  2. Beraldo disse:

    Não me lembro, sem fazer qualquer consulta às fontes disponíveis, de qualquer governo no Mundo, assumido por militares, normalmente via golpe, que tenha permanecido temporariamente, termo que remete a se imaginar por pouco tempo. Depende da temporariedade. No Brasil durou 21 anos e atrasou muito o amadurecimento da nossa democracia. O que está faltando é uma opção política confiável. Daí o apelo para um governo militar, “mesmo que seja temporário”.

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