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Discurso da vitória

Dilma defende diálogo e promete ser melhor governante

A presidente afirmou que a reforma política será uma das prioridades de seu novo mandato

Dilma defende diálogo e promete ser melhor governante
A presidente pediu paz e união no novo mandato, assim como afirmou estar aberta ao diálogo (Reprodução/Gazeta do povo)

Com um resultado apertado nas urnas, Dilma Rousseff discursou no último domingo, 26, como presidente reeleita, pedindo paz, união e defendendo o diálogo, assim como prometeu ser uma governante melhor do que foi. “Esta presidente aqui está disposta ao diálogo”, enfatizou.

A petista usou o discurso da conciliação defendendo que o Brasil não está dividido, mas que todos são movidos por um sentimento comum: “a busca de um futuro melhor para o país”.  Ainda prometeu combater a corrupção:“Terei o compromisso rigoroso com o combate à corrupção, propondo mudanças na legislação atual para acabar com a impunidade”,adiantou Dilma.

Também afirmou estar claro que o país anseia por mudanças e de que vai se empenhar para que ocorra a reforma política, sendo uma das prioridades do novo mandato e que convocará um plebiscito sobre o assunto, sendo uma das propostas vetar o financiamento de campanhas por empresas.

Além disso, prometeu trabalhar para promover melhora na economia, tendo como foco o combate à inflação e avanços na responsabilidade fiscal, dando impulso ao setor industrial. Ela encerrou o discurso dando vivas ao país:“Brasil, mais uma vez, essa filha tua não fugirá da luta. Viva o Brasil, viva o povo brasileiro”, exclamou.

Imprensa internacional

A reeleição de Dilma foi destaque nos sites dos principais veículos internacionais do mundo, como New York Times, Le Monde e Guardian. O argentino La Nación e o El País, da Espanha, acompanharam a apuração dos votos minuto a minuto. A revista The Economist indicou que a vitória foi apertada e que a contagem dos votos foi “de roer as unhas”, lembrando que os eleitores de Aécio ainda tinham esperança na vitória restando apenas 5% das urnas para apurar.

Fontes:
Exame - Três pontos chaves do discurso da vitória de Dilma Rousseff
G1 - Dilma se diz 'disposta ao diálogo' e afirma que país não está dividido
Folha de S. Paulo - Imprensa mundial reeleição e resultado apertado

3 Opiniões

  1. Henrique de Almeida Lara disse:

    Há que ter muita reserva em relação às promessas do governo petista. A sua motivação é marxista, por isso a sua ética é relativa a circunstancial, como sói acontecer e está provado pela história. É um ente que mente ou promete e não cumpre, como o povo brasileiro está acostumado a ver. Só não vê aquele que não quer ver. E o pior cego é aquele que não quer ver. Não podemos aceitar essas promessas como verdades inquestionáveis. Portanto, com muita vigilância, atentos, vamos aguardar.

  2. Antonio Manoel G G Rato disse:

    As forças políticas que venceram por muito pouca margem as eleições – não nos iludamos – só se submetem ao estado democrático de direito por conveniência para alcançar o poder, nele permanecer a qualquer custo, mesmo que para isso, seja necessário transgredi-lo e desrespeitá-lo para garantir e impor o seu pensamento que, arrogantemente, considera o único.

    A demonstrar esta tese está a evidência dos atos espúrios e ignóbeis da mentira, da demagogia e do abuso do poder praticados, sem escrúpulos, pelas forças políticas vencedoras do certame ao longo de todo o processo eleitoral hoje terminado

    A Oposição, liderada por Aécio e Marina sai deste pleito fortalecida representando praticamente a metade do total dos eleitores que sufragaram o nome de Aécio.

    À Oposição impõem-se, agora, a tarefa de resistir e enfrentar o PT, cujo projeto, sempre mal disfarçado, foi o de priorizar, em detrimento do Brasil, o partido, o poder pelo poder e uma agenda de hegemonia autoritária que relativiza os princípios éticos e os valores da liberdade e da democracia.

    Não tenho dúvidas que, em função do risco real que o PT experimentou de perder o poder nesta eleição, esse partido, integrando o governo e se julgando fortalecido, vai tentar à exaustão conseguir dispor dos instrumentos institucionais que lhe proporcionem perpetuar-se no poder.

    O fará através dos meios mais espúrios como o controle da mídia, a efetivação dos malfadados e manipuláveis conselhos ditos participativos, da tentativa de controle do judiciário, da polícia federal e da tentativa de, por meio de plebiscito tendenciosamente direcionado, realizar uma reforma política ao seu feitio autoritário e populista.

    Aí está o grande desafio da Oposição : resistir tenazmente, pela manutenção de um Brasil livre e democrático necessário a garantir a existência e a manifestação da pluralidade das correntes de pensamento.

    A Oposição que tenha a consciência da tarefa que metade do país a incumbiu e espera dela: a responsabilidade de saber ser e desempenhar a resistência e a oposição, desde este primeiro minuto, para defender os valores da liberdade, do direito, da ética e da competência na condução da vida pública que o país requer

    Sem jamais perder a esperança e na trincheira da resistência

  3. André Luiz D. Queiroz disse:

    Olha, tomara mesmo que Dilma Rousseff consiga ser ‘melhor governante’ nesse segundo mandato; não vou ficar torcendo contra, porque o fracasso continuado dela significaria mais estagnação para o Brasil. Mas não vai ser fácil! Como se pode priorizar a melhoria concreta de eficiência da máquina estatal quando se tem de acomodar a todo memento os interesses fisiológicos dos partidos da “base aliada”? Como combater a corrupção quando esta está tão encruada em sua própria base de sustentação política?…
    Falando com franqueza, não acredito que Dilma Rousseff tenha capacidade política para tais empreitadas; aliás, nunca o teve! Ela pode ser bem intencionada, e verdadeiramente interessada em melhorar as condições do povo. Mas, como diz o ditado: ” de boas intenções, o inferno está cheio”! Dilma Rousseff, Lula, e cia, com sua linha esquerdista (ou melhor, sindicalista…!), a meu ver, são apenas atraso para o verdadeiro desenvolvimento do país, com sua política ‘Robin Hood’ criando uma eterna dependência de bolsas isso e aquilo para os menos privilegiados…
    Tomara Deus eu esteja errado.. Tomara!

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