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Quebrando o gelo

Dilma e Obama estreitam laços entre Brasil e Estados Unidos

Dois anos depois do caso de espionagem americana, presidente brasileira faz viagem aos EUA em clima de confraternização

Dilma e Obama estreitam laços entre Brasil e Estados Unidos
A presidente em reunião no Vale do Silício, em São Francisco (Foto: ABr)

A tensão entre os chefes de Estado Dilma Rousseff e Barack Obama, causada, há dois anos, pela revelação de que o governo americano havia espionado emails da presidente brasileira parece ter se dissipado.

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A relação política entre Brasil e Estados Unidos também parece estar em um bom momento, incluindo em áreas sensíveis como as mudanças climáticas. Em visita de Dilma ao país, os líderes trocaram promessas de gerar 20% da energia de seus países a partir de fontes reutilizáveis (não contando as hidrelétricas) até 2030.

A viagem de Dilma foi pautada pelo comércio. Ela atraiu investidores em Nova York com concessões de infraestrutura no valor de 64 bilhões de dólares; e no dia 1º de julho, pediu conselhos em inovação de investidores em tecnologia no Vale do Silício. Na mesma visita, os Estados Unidos prometeram levantar o bloqueio de 14 anos à importação de carne fresca brasileira. Um acordo promovendo barreiras sem tarifas e processos alfandegários harmoniosos pode acontecer no ano que vem.

A presidente brasileira tem motivo de sobra para procurar sucesso no exterior. Com o país tomado pela inflação, um escândalo multibilionário complicando cada vez mais aliados políticos e sua taxa de aprovação mal alcançando 10%, as melhores esperanças de Dilma estão em boas notícias vindas de fora.

Espaço para estreitar os laços

Brasil e Estados Unidos têm espaço para mais acordos. Apesar de a China ser a maior parceira de mercado do Brasil, os EUA ainda são o país que mais compra a manufatura brasileira. Eles também investem mais (116 bilhões de dólares do total) do que qualquer país. Os dois países trocaram apenas 110 bilhões de dólares em produtos e serviços em 2014 – um sexto do valor de comércio entre Estados Unidos e China – e ambos os presidentes querem que este número dobre em uma década.

Diversos empresários brasileiros já perceberam que, para sobreviver à próxima onda de globalização, terão de aprender a competir com rivais estrangeiros tanto em casa quanto no exterior. Alguns, principalmente os gigantes da agropecuária, estão mais do que dispostos, se isso significar acesso a mercados estrangeiros.

Para o Brasil atingir seu potencial de competidor global (econômico e diplomático), será necessário mais do que boas intenções. Felizmente, muitos brasileiros influentes, tanto dentro como fora da política, parecem ter, finalmente, entendido isso.

Fontes:
Economist-Making friends again

2 Opiniões

  1. Carlos U Pozzobon disse:

    O clima externo favorável a negócios indica a possibilidade de retomada econômica em um governo pós-Dilma. No entanto, ninguém mais confia neste governo e o Brasil vai continuar afundando enquanto ela estiver na presidência.

  2. Inácio Antônio Sores Neto disse:

    Os Americanos querem é distancia desta Presidente, pois a sua Credibilidade esta zerada. Coitado dos brasileiros.

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