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Política

‘Dilma está no cargo, mas não mais no poder’, diz ‘Economist’

Segundo a análise da revista, isto ocorreu graças à deterioração da economia e a um enorme escândalo de corrupção na Petrobras

‘Dilma está no cargo, mas não mais no poder’, diz ‘Economist’
Dilma carece da habilidade política de Lula, e suas relações agora são apenas cordiais (Reprodução/Wikimedia)

Mesmo após as manifestações do dia 12 de abril que aconteceram em vários pontos do país, a presidente Dilma Rousseff permanece no cargo. Porém, para muitas finalidades práticas, ela não está mais no poder. “Dilma está no cargo, mas não mais no poder”, diz a Economist.

Graças à deterioração da economia e a um enorme escândalo de corrupção na Petrobras, ela agora é profundamente impopular. Os manifestantes querem que ela seja cassada, assim como 63% dos entrevistados em uma pesquisa recente.

Esta é uma grande reviravolta. Durante 12 anos, o PT dominou a política do Brasil, graças às políticas sociais de Lula. Dilma carece da habilidade política de Lula, e suas relações agora são apenas cordiais. Mas, ainda assim, a elevação dos padrões de vida foram o suficiente para conquistar um segundo mandato para ela.

Duas coisas corroeram sua autoridade desde então. Em primeiro lugar, os erros de seu primeiro mandato que levaram o Brasil à beira de uma grave recessão. E em segundo lugar, ela nomeou Joaquim Levy como seu ministro da Fazenda ao enfrentar a perda da nota de crédito e do grau de investimento do país (que elevaria o custo dos empréstimos para empresas e famílias). Ele agora está ocupado cancelando subsídios.

Dilma também não comanda a agenda política. A presidente perdeu o controle do Congresso para o PMDB, que é o principal parceiro de coligação do PT. O PMDB se queixa muito de que o PT monopolizou os principais ministérios. No entanto, agora ele se vingou. Eduardo Cunha, do PMDB, ganhou do candidato do PT o cargo de presidente da Câmara dos Deputados. Cunha, por sua vez, exerce a sua própria agenda.

O que torna essa perda de poder presidencial tão dramática é que Dilma ainda tem quase mais quatro anos de mandato. Nesse tempo, a economia vai certamente piorar antes de melhorar. Até agora nada liga Dilma à corrupção. Alguns gostariam que irresponsabilidade fiscal fosse passível de impeachment, mas não é. Cunha é quem deve decidir se pretende iniciar ou não o processo de impeachment, mas ele é um dos 52 políticos sendo investigados por receber supostas doações ilegais da Petrobras.

 

Fontes:
The Economist-The ghost in the Planalto

3 Opiniões

  1. willians rodrigues gomes disse:

    Não sei se rio ou choro desta jumenta que quer ser chamada de presidenta.
    Proponho um brinde – de cicuta – aos semoventes seguidores da Imperatriz da desfaçatez e da calhordice.

  2. Renato Fregapani disse:

    Não há ninguém no poder, o país está entregue aos vigaristas de sempre.

  3. helo disse:

    Me parece que Dilma está finalmente numa posição confortável, a de militante, sem ter que administrar ou negociar. Irá até o fim de seu mandato, desgastando o PT. Se a criação da representação da presidência que criou em SP para a Rose do Lula e que teve corrupção, se fosse considerada responsável pela a aprovação do mau negócio de Pasadena e mil etcs, poderia ser cassada. Porém não vale a pena. Merecemos desculpas do PT, Lula, Dilma, pela corrupção generalizada na Petrobrás, Receita, Banco do Brasil, BNDES, propinas e consultorias de fachada e bilionárias. Esta dupla está ruindo o Rio de Janeiro. É uma tragédia. Não se fazem planos, tudo é malfeito e temos que engolir o Comperj paralisado, os estaleiros, as siderúrgicas. Tudo jogado fora.

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