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Aposentadoria

Dirceu quer incluir anos de clandestinidade em sua aposentadoria

Ex-ministro argumenta que os anos de perseguição política o impediram de exercer sua atividade profissional

Dirceu quer incluir anos de clandestinidade em sua aposentadoria
Pedido será avaliado pela Comissão de Anistia (Reprodução/Ailton de Freitas/O Globo)

O ex-ministro José Dirceu quer contabilizar em sua aposentadoria os 11 anos que viveu na clandestinidade, durante o regime militar. O pedido de Dirceu precisa ser avaliada pela Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, que julga e concede, ou não, a contagem para a aposentadoria dos anos de perseguição política.

O período em que Dirceu viveu na clandestinidade abrange desde sua prisão, em 1968, no Congresso da União Nacional do Estudante (UNE), em Ibiúna (SP), até a abertura política, em 1979, quando voltou a viver no Brasil.

Em 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, Dirceu foi anistiado por essa mesma comissão. Seu processo foi aprovado por unanimidade. Ele teve direito a um ressarcimento no valor de R$ 59,4 mil. A portaria que confirmou sua condição de anistiado e o recebimento da indenização foi assinada por Aloysio Nunes, na época ministro da Justiça. Nunes, que concorreu à vice-presidência na chapa de Aécio Neves em 2014, hoje, é senador de São Paulo pelo PSDB.

“Tenho direito a esse reconhecimento. O valor da indenização é secundário. Fui banido e perdi a nacionalidade durante onze anos. Vivi na clandestinidade, tiver que fazer plástica e mudar de identidade”, disse Dirceu ao Globo, em 2002.

Dirceu argumenta que os anos de perseguição política o impediram de exercer sua atividade profissional. Se comprovar 35 anos de tempo de serviço, Dirceu poderá receber o proporcional à aposentadoria integral, pela Câmara, cerca de R$ 10 mil, valor superior ao teto do INSS, de R$4,3 mil.

Fontes:
O Globo-José Dirceu quer incluir anos de clandestinidade na contagem de sua aposentadoria

3 Opiniões

  1. Ludwig Von Drake disse:

    Apesar da “ajuda-de-custo” que ele recebia do governo cubano, para trabalhar infiltrado no Brasil, se ele mantinha vinculo trabalhista no momento da prisão, em 1968, tem direito.

  2. jovelino bispo vieira disse:

    SO ACHO UMA PENA OS MILITARES NAO TEREM ABATIDO ESSE VERME DO ZE DIRCEU E OUTROS CUMUNAS ESCR…. .

  3. helo disse:

    E ele precisa? Já não ganha milhões com suas consultorias e sua firma no Panamá?Já não ganha com a a indenização pelo exílio?

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