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Diretor da OMC é cetico sobre a principal aposta comercial do Brasil

Impasse da Índia pode minar as possibilidades de avanço da agricultura brasileira

Diretor da OMC é cetico sobre a principal aposta comercial do Brasil
Se a organização não for capaz de reverter a paralisia, O Brasil terá de reavaliar toda a sua política de acordos internacionais (Reprodução/internet)

Lançada em 2011, a Rodada Doha de Desenvolvimento (negociação entre os países associados à Organização Mundial de Comércio, cujo objetivo é diminuir as barreiras comerciais), vem levantando a descrença da própria OMC. Firmado no Qatar, o acordo – cuja vigência é de cinco anos – entre 142 países que se prontificaram a incentivar o livre comércio internacional está fadado ao fracasso.

Na última quinta-feira, 16, o brasileiro Roberto Azevêdo, diretor-geral da OMC, demonstrou toda sua descrença em relação à aliança, ao revelar que o organismo não pode seguir trabalhando, atuando em meio à paralisia. Azevêdo foi estrito ao reforçar que não se referia a uma situação futura, e sim a uma realidade já instalada.

As declarações do regulador da rodada provêm da impossibilidade de derrubar o veto da Índia ao pacote aprovado em Bali, no final de 2013, que previa a redução da burocracia no comércio; o governo indiano só aceitaria o pacote caso pudesse manter, por tempo indefinido, subsídios a seus produtores agrícolas, o que configura uma violação grave às regras da OMS.

Desse modo, é impossível avançar nos temas da Rodada Doha, por falta de consenso:

“O que está em jogo não é apenas a capacidade de chegar a acordos, mas também de implementar o que foi acordado. Que ninguém se engane: esse impasse terá consequências para a OMC e o sistema multilateral de comercio”, alertou Angelos Pangratis, embaixador da União Europeia na OMC.

Se a organização não for capaz de anular a paralisia, o Brasil terá de reavaliar toda a sua política de acordos internacionais, atualmente centrada na (remota) possibilidade de obter avanços na agricultura – por exemplo – , através da entidade.

 

 

Fontes:
Folha de S.Paulo-Diretor da OMC 'joga a toalha' em principal aposta comercial brasileira

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