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Corrupção

Documentos revelam que EUA investigam obras da Odebrecht no exterior

Contratos da construtora brasileira estão sendo investigados em vários países sob suspeita de corrupção; Lula era o maior apoiador da empresa

Documentos revelam que EUA investigam obras da Odebrecht no exterior
Lula era o principal defensor dos interesses da empreiteira nas obras fora do país (Foto: Wikimedia)

As agências reguladoras americanas estão investigando as obras da Odebrecht no exterior. De acordo com informações, há suspeitas de corrupção em contratos feitos pela empreiteira em várias partes do mundo durante o segundo mandado do presidente Lula (2007-2010). Documentos do Departamento de Estado dos EUA, revelados pelo Wikileaks, citam ações da construtora e Lula como o principal defensor dos interesses da empresa brasileira no exterior.

Um dos casos contados nas revelações aconteceu em 21 de outubro de 2008, quando o presidente do Equador, Rafael Correa, ameaçou expulsar a Odebrecht e a Petrobras do país, alegando descumprimento dos contratos. A história chegou ao Departamento de Estado através da embaixada dos Estados Unidos no Equador. Segundo os diplomatas, o motivo da expulsão seria, na verdade, corrupção.

“Alfredo Vela, chefe da Secretaria Anticorrupção do Equador, levantou questões sobre os preços e financiamento dos contratos da Odebrecht. Apesar de não termos informações de bastidores do projeto San Francisco [usina], o posto ouviu alegações com credibilidade de corrupção envolvendo o projeto de irrigação da Odebrecht em Manabi de um ex-ministro de Finanças que se recusou a assinar os documentos do projeto diante de suas preocupações sobre corrupção”, informou a embaixada em um telegrama.

O documento ainda relatava a preocupação com os termos dos empréstimos feitos pelo BNDES ao mesmo projeto. Os problemas ocorreram em 2006, no final do governo de Alfredo Palácio, no Equador. Outros telegramas relataram problemas também no Panamá, em Angola e Luanda.

Relação com a Venezuela também é suspeita

Os americanos também analisaram a relação entre o ex-presidente Lula, a empreiteira e o governo venezuelano. De acordo com um telegrama recebido pelo Departamento de Estado americano, o apoio do político brasileiro à campanha de reeleição de Hugo Chávez “poderia parecer um passo diplomático errado, mas realmente foi simplesmente um bom negócio”.

Segundo o telegrama da embaixada, o apoio foi declarado durante a inauguração da ponte sobre o rio Orinoco, que liga os dois países, e custou cerca de US$ 1,2 bilhão à Venezuela, cerca de 40% acima do orçamento inicial. A ponte foi construída pela Odebrecht com apoio do BNDES e a vitória nessa e em outras licitações teriam motivado o ex-presidente do Brasil a declarar posição favorável à Chavez.

Fontes:
Estadão-EUA monitoram obras da Odebrecht no exterior e apontam sinais de corrupção

3 Opiniões

  1. jayme endebo disse:

    cadeia pra esses bandidos já

  2. Áureo Ramos de Souza disse:

    E FUTUCANDO, FUTUCANDO DEVAGAR, FUTUCANDO, FUTUCANDO LULA UM DIA CHEGA LÁ. VESTINDO UM PIJAMA LISTRADO SEM SAIR POR AÍ

  3. Carlos U Pozzobon disse:

    Já sabemos que os negócios da Odebrecht não faziam parte apenas dos interesses da empresa, servindo de trampolim geopolítico para a consolidação da aliança bolivariana em consonância com o enriquecimento ilícito daquelas pessoas que o contágio do poder transforma em ufanistas entusiastas do novo regime cleptocrático. Agora a máscara se desfez, queimaram o filme, e só nos resta esperar que as condenações pífias que vão receber em terras tupiniquins seja compensada pela dureza da lei em terras alienígenas, auspiciando a esperança de que saindo de um xilindró sejam imediatamente exportados para outro em terras distantes, onde as prisões não oferecem celulares, nem TV e outras comodidades. Tenho certeza que a igualdade social que eles tanto pregaram vai ser enfim satisfeita quando todos vestirem o pijama listrado utilizado nestes países que reservam o socialismo para seus internados.

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