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Coligações partidárias

Dos 22 deputados federais enquadrados na Lava-Jato, 20 não se elegeram por voto direto

Distribuição das sobras de votos em coligações partidárias é um dos temas em discussão na reforma política

Dos 22 deputados federais enquadrados na Lava-Jato, 20 não se elegeram por voto direto
Puxadores de votos distorcem distribuição de cadeiras no legislativo (Reprodução/Internet)

Dos 22 deputados federais investigados na Operação Lava-Jato, apenas dois foram eleitos por voto direto, segundo apurou o Globo. Os outros 20 entraram na Câmara graças aos chamados puxadores de votos, deputados eleitos por ampla margem que acabam beneficiando membros de suas legendas que não tiveram respaldo nas urnas. O cálculo das sobras de votos que levou à eleição desses parlamentares é um dos temas em discussão na reforma política.

Atualmente, nas eleições proporcionais (vereador e deputados estadual, federal e distrital), os partidos podem concorrer sozinhos ou em coligação. Quanto mais partidos se coligam — e não há limite de siglas para uma chapa — mais partidos participam da distribuição das sobras, gerando distorção na distribuição das vagas no legislativo.

No último dia 24, o Senado aprovou, em segundo turno, Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a coligação partidária nas eleições para vereador e deputados. A proposta vai para a Câmara dos Deputados.

Fontes:
O Globo - Lava-Jato: Só dois dos 22 deputados envolvidos foram eleitos graças à própria votação

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