Início » Brasil » É preciso diminuir população carcerária, diz Gilmar Mendes
SISTEMA CARCERÁRIO

É preciso diminuir população carcerária, diz Gilmar Mendes

Ministro afirma que sistema carcerário do Brasil está 'submetido a uma regra de caos'

É preciso diminuir população carcerária, diz Gilmar Mendes
Gilmar Mendes acredita que a ressocialização é uma solução possível (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Em entrevista ao Portal Uol, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), falou sobre a população carcerária brasileira e destacou que “se nós insistirmos nesse encarceramento sistemático, no quadro atual, em que os presídios estão dominados pelas grandes organizações criminosas, nós estaremos fornecendo mão de obra baratíssima para essa gente”.

O ministro disse ainda que o sistema carcerário do Brasil está “submetido a uma regra de caos”, porém acredita que a ressocialização é uma solução possível.

“Nós vamos prendendo pessoas, pessoas que eventualmente cometeram pequenos delitos ou até delitos mais graves. Mas nós colocamos essa gente nas mãos das organizações criminosas que dominam os presídios […] Na verdade, nós estamos dando mais massa de manobra. Nós estamos dando mais ‘recursos humanos’, chamemos, assim, entre aspas, para essas organizações”, afirmou Gilmar Mendes.

Em 2017, o Brasil, cuja população carcerária é a terceira maior do mundo, tinha ao todo 726 mil presos em 2017. O custo para manter o sistema naquele ano foi de R$ 15,8 bilhões.

O ministro ressaltou que é preciso investir em ressocialização. “E ressocialização é impossível? Não, não é impossível. É possível se fazer, inclusive com os recursos já existentes, por exemplo”, disse Gilmar Mendes na entrevista.

Fontes:
Uol - Prender demais é fornecer mão de obra barata para PCC, diz Gilmar Mendes

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *