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Crise hídrica

E se a saída fosse a transposição do rio Amazonas?

Transposição das águas rio Rio Amazonas é apontada como solução para crise hídrica

E se a saída fosse a transposição do rio Amazonas?
Rio Amazonas: solução para crise hídrica? (Fonte: Reprodução/TV Amazonas)

Depois de o governador do estado do Amazonas, José Melo, ter sugerido na semana passada levar água do rio Amazonas para resolver os problemas de abastecimento no Nordeste e no Sudeste, o assunto definitivamente entrou na pauta da chamada “crise hídrica” no Brasil.

Segundo a Superintendência Regional do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a sugestão do governador José Mello, ou seja, a transposição das águas do rio Amazonas, é sim algo viável.

Para o superintendente da CPRM, Marco Antônio Oliveira, a captação de águas poderia ser feita no trecho do rio Amazonas que corta o estado do Pará. Até o Nordeste a água do imenso rio que corta o norte do país teria que percorrer 2 mil quilômetros; para o sudeste, 4 mil quilômetros.

“Para São Paulo, o que falta no Sistema Cantareira são 30 metros cúbicos por segundo, ou seja, o Amazonas dispõe de uma vazão mil vezes o que necessita em São Paulo e no Nordeste. Se fizesse um desvio de água de 1% desses 200 mil m³, para o Rio Amazonas não seria nada, um desvio insignificante, mas que representa quase toda a vazão do Rio São Francisco”, diz Marco Antônio Oliveira.

Fontes:
Correio do Estado - Propostas debatem transferir água de rio contra crise hídrica

15 Opiniões

  1. FNDP disse:

    O Nordeste tem necessidade mais do que nunca, deste transposição é totalmente viável,se paga ao longo do tempo ate porque a região Sudeste esta necessitando desta transposição muitos municípios do norte de Minas Gerais e Espirito Santo com mudanças de biomas de cerrado,pra caatinga,o estado do Rio de Janeiro a muitos anos o rio Paraíba do Sul,vem convivendo com escassez da água o mesmo vem acontecendo com Minas Gerais,o estado de São Paulo com sistema Cantareira,a beira do colapso,o que seria prudente era deixar de uma vez por todas as diferenças pessoais todas as características de orgulho soberbas regionalizadas,de lado de uma vez por todas e transferir água o suficiente para todos os estados das região Nordeste e região Sudeste em torno de 600 000 litros por segundo,mesmo que pagasse em torno de R$0,01 por cada metro cúbico seria um grande acordo nacional,a fim de que desse certo

  2. alysson disse:

    É uma obra importantíssima para o Brasil, resolveria a crise hídrica em grande parte do semi árido brasileiro e também na minha querida São Paulo!!!

  3. Hugo Leonardo Filho disse:

    O Governador do Amazonas, professor Zé Melo, conhecido lá em Manaus como ” o baixinho”, tá de “gaiatice”, segundo o linguajar local: em Manaus também falta agua nas torneiras, o povo pobre das vilas busca água nas bicas comunitárias e ele quer resolver o problema de São Paulo. Parece que é “lézo”.

  4. Julio Sp´nola disse:

    OS EMPREITEIROS DEVEM ESTAR BABANDO!!! SE FOR NAS MÃOS DA QUADRILHA DO PLANALTO…
    Se bem que as águas pódem gerar muito, mas muito mais recursos do que o PRÉ-SAL ELEITORAL.
    Gaastaram mais de 500 bilhões no Pré-sal para tirar petroleo COM PREJUIZO. Um barril de petróleo custa 54 dólares para retirar do mar e é vendido por 45 dólares. ADEUS ROYALTES DA EDUCAÇÃO E DA SAÚDE.
    É indubitável qeu o mundo precisará de mais comida, não somente pela expansão demograficao como também pelo aumento de renda dos países emergentes que, aumentndo sua renda consumirão muito mais alimentos.
    A falta dagua em SP já foi em parte resolvida pelos condominios e cidades interioranas retirando água do aquífero Guarany,
    A utillização racional das aguas transpostas do amazonas para irrigação aumentaria sobremaneira nossa produção agrícola
    Mesmo que custasse 50 bilhões ainda fosse viável a transposição, economicamente. do que a aventura do pré-sal. pelo acréscimo de produção agropecuária potencial deste recurso hídrico.
    Tomara que não se torne mais um escandalo de superfaturamento, já que planalto está se esforçando em aperfeiçoamento gerencial da Petrobrás para esconder, não punir, seus autores.

  5. Carlos disse:

    Conhecem o Rio Hamza?
    É um rio subterânio que corre por baixo do Rio Amazonas desde a nascente até à foz, prolongando-se 150 km dentro do mar.
    Àgua não falta. Tudo è possível em engenharia.

  6. Joma Bastos disse:

    É muito comum receber diariamente notícias de roubos e furtos que acontecem mundo afora.
    boatos.org/meio-ambiente/hidropirataria-navios-roubam-agua-rio-amazonas-diz-boato.html

  7. Áureo Ramos de Souza disse:

    Nossa riqueza é imensa tal que roubam até água. Roubaram Serra Pelada, roubam a Petrobras e nada acontece. Adorei o que os amigos abaixo frisaram e mostraram conhecimento. A transposição do São Francisco aqui no nordeste nem terminou pois os reais foram roubados e querem fazer outra transposição para o sul. Não é por ai seus políticos burros que nós tivemos a infelicidade de confiar.

  8. André Luiz D. Queiroz disse:

    Roberto Santhiago,
    Primeiramente, obrigado pela deferência! É muito bom quando encontramos quem aceite discutir/comentar as variadas opiniões, mesmo que divergentes, de forma cortês!
    Fiquei, como se dizia antigamente, ‘encafifado’ com a história da “hidropirataria” de água do Amazonas sendo levada por navios tanque estrangeiros, e resolvi pesquisar a respeito. Uma rápida procura no Google com as palavras chave “transportar água navio tanque”, e encontrei, de cara, alguns sites que apresentam o problema, com o tom de denúncia sensacionalista; eis um:
    http://www.ecoagencia.com.br/?open=noticias&id=VZlSXRFWwJlUspFUjdEeXJ1aKVVVB1TP
    Porém, logo em seguida encontrei matéria do jornal ‘O Estado de S. Paulo’, de 10/07/2010, com o título “Hidropirataria na Amazônia, um delírio” que esclarece a implausibilidade econômica de tal prática:
    http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,hidropirataria-na-amazonia-um-delirio-imp-,579143
    E ainda, encontrei mais um site, que também explica que a captação de água do rio não se destina a comercialização, mas apenas para servir de lastro do navio tanque, melhorando assim sua navegabilidade:
    http://aquafluxus.com.br/?p=3029
    Creio termos então esclarecido o que acontece de fato. Aqui não estou dizendo que não ocorram outros tipos de “subtração” de riquezas nacionais (como a história da areia monazítica — rica em terras raras estratégicas para novas tecnologias — como lastro em navios graneleiros…), com ou sem conhecimento das autoridades; mas, especificamente no caso apresentado, acredito ser seguro concluirmos que se trata de uma… “imprecisão” da informação divulgada!
    Abraços a todos!

  9. rene luiz hirschmann disse:

    Sou de opinião que o que estão fazendo com o São Francisco já é uma temeridade, daqui a 10 anos vamos ver o que aconteceu com o Rio, o Amazonas será um crime ambiental que o mundo não permitira, esses governantes ainda vão se convencer que dinheiro não da para comer ou beber, ai sera tarde.

  10. Markut disse:

    Em contraposição a este perigoso e suspeito delírio, já ouvi propostas mais sensatas e mais imediatas. O trabalho de formiguinha de recuperação das nascentes e da mata ciliar dos rios que estão bem próximas das grandes cidades, onde a eufemisticamente denominada “restrição hídrica” enche a boca dos suspeitos salvadores da pátria.
    Talvez essa proposta esteja mais para transposição de verbas, como opina André de Queiroz.
    Sem dúvida, essa mirabolância toda tem om odor desagradável, ao qual somos forçados a nos acostumar:, mas não a nos conformar. A nomeação recente desse tresloucado Mangabeira Unger terá tido alguma vinculação com propostas alopradas como essa?

  11. Roberto1776 disse:

    O Roberto Santhiago tem toda razão sobre ÁGUA não ter nota fiscal para pagar imposto. Todavia o Amazonas é tão fora do comum que nem podemos imaginar o que é uma vazão de 210.000 metros cúbicos por segundo, que são jogados “fora”, dentro do Atlântico, para se tornar água salgada, que avança dezenas de quilômetros oceano a dentro sem ficar salgada.
    Além disso, o Solimões, como se chama o Amazonas antes de Manaus e seu encontro com o rio Negro, já tem na fronteira com o Peru, uma descarga (vazão) de cerca de 40.000 m cúbicos por segundo, o que representa 20% do descarga média no estuário na ilha de Marajó.
    Parece que o Rio Amazonas é a maior riqueza natural do país.
    O único problema é o PaTê acabar com ele, sem nos darmos conta do roubo, como na Petrossauro.

  12. Roberto Santhiago disse:

    Prezado, André Luiz D. Queiroz, primeiro quero lhe dizer que de “hoax” em “hoax” muita coisa deixa de ser investigada no Brasil. Se alguém, há alguns anos, dissesse que havia corrupção na Petrobras, isto certamente seria taxado de “hoax”, mas, o que hoje se vê “grita” a verdade muito alto. E, certamente, tem muitos mais “hoax” do mesmo gênero, basta investigar.

    Sobre a classificação de “potável”, para as águas do rio Amazonas, peço desculpas, deveria dizer “fluviais”. Sobre a, digamos, “coleta” por grandes navios tanques, ou cargueiros de bandeira estrangeira, o que ocorre é que tais navios, após desembarcar a carga em Manaus, voltam, algumas vezes, de porões vazios, assim, lavam os porões nas águas do Amazonas, POLUINDO as águas, e depois,para “não perder a viagem”, enchem os porões com água do mesmo rio, levando para países onde a água vale muito. Não é difícil constatar, basta navegar pela região que se verá os navios ancorados no meio do rio que, por ter a foz muito larga, passam quase despercebidos.

    Um fraterno abraço deste seu amigo amazônida.

  13. André Luiz D. Queiroz disse:

    Transposição do Rio Amazonas? Para abastecer a Região Sudeste?! Mesmo que isso seja viável, como diz a tal Superintendência Regional do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), isso parece muito mais um “factóide” do Governador José Melo, que deve estar sonhando com a “transposição de verbas”!

    Roberto Santhiago,
    Em seu comentário, é mencionado que “imensos navios-tanque, e até mesmo cargueiros de outras nações, vêm abastecer seus tanques, ou porões vazios, com água potável”… Olha, eu acho que isso é um ‘hoax’; primeiro porque a água de um rio como o Amazonas precisa ser tratada para se tornar potável, ainda mais se captada na foz; segundo, que transportar água potável por via marítima — considerando todo o custo envolvido do modal (combustível, custos portuários, etc) — não faz qualquer sentido, mesmo que seja para países totalmente carentes de fontes de suprimento.
    É preciso sermos um pouco críticos em relação às coisas que ouvimos/lemos na mídia; afinal, nem tudo é verdade…!

  14. Apolonio Prestes disse:

    Se a água a ser transposta representa quase um Rio S. Francisco, precisa um canal do tamanho dele. Obra para vários anos e MUITOS bilhões. Não seria mais fácil pegar água do aquífero Guarani, que está embaixo de alguns estados do sudeste?

  15. Roberto Santhiago disse:

    O Pará, mais uma vez, será o “almoxarifado” da Nação. Os Estados do sul levam tudo o quê o Pará tem de recursos. Da energia elétrica, que o Pará produz em Tucuruy, só sobra para a população paraense o maior custo por por Kwa gerado em todo o Brasil, assim inviabilizando o estabelecimento de indústrias no Pará e condenando-o a ser, eternamente, subdesenvolvido, mesmo sendo o único Estado superavitado em toda a federação.
    Do Pará, o quê não vai para o sul do Brasil, vai para o exterior, e o paraense não fica nem com o tal de “royalt”. Até hoje ninguém sabe onde “se esconde” as toneladas de ouro retiradas de Serra Pelada, talvez estejam em Fort Knox, quem sabe? Na “Caixa”, nem nos cofres do “BB” é que não está. Sobre a água do rio Amazonas, só a Marinha Brasileira não sabe(??) que, na sua foz, imensos navios-tanque, e até mesmo cargueiros de outras nações, vêm abastecer seus tanques, ou porões vazios, com água potável, e partem de volta a seus destinos sem serem “incomodados”. Água não tem “Nota Fiscal”, nem deixa rastro!!!

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